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quinta-feira, 24 de julho de 2014

4 Dicas para Economizar Comprando Livros na Internet

Por Duarte Junior

Não existe coisa melhor que ler um bom livro para se desprender das correrias diárias. Se entregar inteiramente a uma história e sentir-se dentro dela, são sensações únicas que são proporcionadas apenas por um livro, e além desse sentimento de satisfação ao ler uma boa história, o hábito da leitura ainda te enriquece grandemente em conhecimento.

Por esses e outros motivos, os apaixonados em leitura sempre procuram aumentar a quantidade de livros em sua estante, ou pelo menos a quantidade de livros já “devorados”. Pensando em você que pretende comprar alguns livros para completar ainda mais a sua estante, eu separei aqui 4 dicas importantes para economizar comprando livros na internet.

1 - Sebos Online

Como nas lojas físicas, os sebos online são uma ótima opção para busca do livro desejado. Por se tratar de um comércio de exemplares já utilizados, o preço dos livros estão bem abaixo dos cobrados em livrarias. Procurar exemplares dos livros em sebos pode ser uma ótima opção caso o sebo tenha um comprometimento em comercializar apenas livros bem conservados, ou disponibilizar fotos e descrições caso o livro já esteja bem “acabado”.

Um sebo online bem legal de se verificar é o Livronauta*, um sebo online que funciona como uma loja de pesquisa com mais de 4 milhões de livros em mais de 500 sebos do país. Uma ótima opção para adquirir um livro sem gastar muito.

2 - Ofertas Exclusivas

Sites que possuem vendas em diversos setores, como Extra* e Americanas* por exemplo, geralmente disponibilizam ofertas apenas para as compras online. Procurar as ofertas disponíveis para o setor de livros é uma boa dica para encontrar exemplares novos por preços bem acessíveis.

Além de poder encontrar o livro desejado, os preços baixos em livros novos podem te influenciar a conhecer novos autores e obras, desprendendo você de um padrão pré-selecionado que conta apenas com livros conhecidos. Uma ótima dica para gastar pouco dinheiro, comprar um livro novo e conhecer novos autores.

3 - Descontos Personalizados

Outra dica muito boa pra quem pretende comprar livros novos e economizar bastante é procurar saber se o site, loja ou livraria possui descontos personalizados ou parcerias de venda na hora de comprar seus livros.

Um exemplo de desconto personalizado é o cupom de desconto Saraiva* , um desconto único e customizado que é disponibilizado pela livraria e que além de proporcionar um desconto bacana ainda devolve uma porcentagem do dinheiro de volta.

4 - Site de Troca de Livros

Para economizar um bom dinheiro, melhor que gastar pouco é não gastar. Para os desapegados aos livros e que sempre emprestam ou trocam seus exemplares com os amigos, os sites de trocas de livros são totalmente aconselhados para quem quer ler novos livros sem gastar com isso.

O Livralivro* é um site que proporciona aos usuários trocarem quaisquer livros desejados entre si. Para usar é bem simples, basta entrar no site, se cadastrar e disponibilizar em seu perfil os livros que você pretende trocar. Sempre que alguém “pegar” um livro de você, você terá o direito de pedir qualquer livro disponível por qualquer usuário. Muito simples.

Com essas dicas não haverá mais desculpas para não ler novos livros. Seja comprando ou trocando, ler novos livros te proporcionará novas experiências e sensações únicas.

Sites dos locais indicados:

*Livronauta: https://www.livronauta.com.br/

*Extra: http://www.extra.com.br

*Americanas: http://www.americanas.com.br/

*Cupom de desconto Saraiva: http://www.poup.com.br/cupom-desconto/saraiva

*Livralivro: http://www.livralivro.com.br/

domingo, 13 de julho de 2014

Triste

Estou tão triste
e eu não poso dividir isso com ninguém além de você
você que aguenta as minhas palavras sem reclamar
sem questionar
você que simplesmente está ai, esperando para eu dizer alguma coisa...
ando triste já há algum tempo
o fato de ter alguém ao lado sempre foi um absurdo, eu não preciso de pessoas...
mas a carência anda pesando um pouco...
desde que eu decidi abandonar toda a ideia louca de continuar tentando tê-lo pra mim...
mas a busca está cada vez pior
bom... são cinco anos sem namorar
seis meses sem ficar com ninguém
e quatro anos perdidamente apaixonada pela mesma pessoa
a paixão por ele tem diminuído um pouco
mas acho que talvez nunca suma por completo
os outros, ou não são bonitos (e eu ando meio chata com isso... é errado, mas não sei, não consigo x.x) ou são chatos... ou mentirosos... ou qualquer coisa que me faça não querer mais ter nada com eles
e eu ando tão emotiva
me peguei com os olhos lacrimejados outro dia vendo um romance... e o pior é que foi em um momento bonitinho... e lá estava eu, emocionada
acho que estou depressiva
trabalho pra ganhar dinheiro
gasto com outras pessoas
não quero saber de sair
não quero saber de nada...
meus amigos andam reclamando, mas eu simplesmente não quero mais...
amigos... pff
amigo nunca é algo real, se você for parar pra pensar, quando você começa a não atender os seus desejos, eles vão sumindo aos poucos...
dizer que quero um companheiro é um fato, mas não é qualquer companheiro, e pela minha carência deveria ser...
não sei mais o que fazer...
mas o lado bom é que ando me dedicando muito aos meus livros, realmente, já li três em menos de um mês e neste curto período de dois meses, já foram bem uns seis livros... um bom record!
Todos estão progredindo, todos estão namorando, todos estão trabalhando no que gostam, porque eu não consigo?
Não sei responder... acho que isso começou em 2010 e já faz quatro anos... a tendência é piorar...
as vezes egoistamente eu penso em acabar com tudo, recomeçar do zero seria bom, novo país, nova família, nova vida... mas eu posso? O que pensariam? O que eu posso esperar?
Ando tão triste... e o pior é que não posso conversar com ninguém sobre isso, apenas com você...

Maria Amélia



sábado, 21 de junho de 2014

Amor

Trilha sonora: 



Eu sempre fui uma pessoa completamente romântica, acho que como boa pisciana às vezes chego a exagerar na criatividade com que imagino certas coisas, e quando vejo já estou fazendo mil e um planos que poderiam se tornar reais se vivêssemos em um mundo ao qual as pessoas apenas quisessem desfrutar do belo com sinceridade e bondade.
Em todos os meus relacionamentos sempre tentei ser o mais atenciosa e carinhosa possível, e talvez esteja ai o meu grande erro, porque na verdade, quanto mais analiso mais percebo que as pessoas dão real valor para aquilo que não lhes da o devido valor, que elas no fundo são todas masoquistas, pois quando conseguem conquistar o que tanto desejam a graça simplesmente se esvai...
Talvez seja por isso que eu ame tanto os meus livros, dentro deles podemos viajar sem culpa e idolatrar aquele momento eternizado naquelas páginas, em um mundo que até pode não ser real, mas que nos da à sensação de perfeição única.
Em todos eles eu busco o meu príncipe encantado, e não estou me referindo ao personagem principal e gostosão, mas sim aquele que vai me deixar delirando pelo seu jeito doce, atencioso e às vezes até brutal, mas que terá um lado totalmente único, porque é isso o que eu busco nos meus parceiros, o seu modo único de ser.
E por mais que se diga que as mulheres deveriam amadurecer e parar de ler determinados livros conforme os anos passam, eu não concordo, por que as meninas amavam tanto Crepúsculo? Porque retratava exatamente aquilo que nós sempre sonhamos, um garoto perdidamente apaixonado que faria qualquer coisa para tê-la junto de si.
Porque no fundo é apenas isso o que desejamos, não a beleza nem o dinheiro, mas o carinho, uma peça fundamental que anda faltando na sociedade moderna.
Porque os livros de Nicholas Sparks vendem tanto? Porque ele sabe o que uma mulher realmente deseja, e como nesta sociedade machista que vivemos é difícil de encontrar este romantismo magnífico, então ele os vende para alegrar o nosso coração.
E com isso eu percebo que a leitura é o melhor romance que alguém pode possuir, transformado no caos ou nos campos tranquilos de uma Inglaterra antiga, o importante no fim das contas é apenas o que sentimos dentro de nossos corações.
Amor sempre foi a grande resposta para tudo, apenas... Amor!

Jéssica Curto

domingo, 8 de junho de 2014

A VIDA NA PONTA DOS PÉS


Por Simone Brito 

    Na manhã em que nos vimos em sua casa, passei em uma padaria artesanal francesa, comprei pães à moda europeia e um bolo que, segundo o rapaz do balcão, era preparado com pão de chocolate, um creme com um leve toque de whisky e coberto com geleia de mamão, estranha combinação, mas quis saber o sabor de algo aparentemente exótico, palavra que não seria estranha em meu dia com Cristina Vieira, e sim inspiradora. 

    Fui recebida com um sorriso e um “hey dear” bem característico dos tempos de ateliê. Ao revê-la, percebi que não havia mudado tanto aos 34: com exceção do cabelo sem os dreadlocks que já havia passado por um curtinho até chegar a uma cabeleira envolvida em um coque, continuava com seu corpo esguio e musculoso. Uma beleza, com o poder da palavra “exótica”, não aquela beleza toda arrumada e irritante de uma bailarina comum. 

    Apresentou-me a casa em que vive há três anos, com o marido e o filho Benjamim, de dois anos, um bebê lindo e esperto de cabelos emaranhados. Um lugar acolhedor, espaçoso e com direito a uma rampa de skate no quintal; casa que tem festa, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade. 

    Trocamos o bolo por cerveja e partimos para o papo. Em meio ao seu mais novo papel, o de mãe, começamos a conversar. Pedi que contasse sobre o balé. A primeira memória foi um retrato com dois anos de idade, já na escolinha de dança, momento em que pediu a sua mãe que a levasse a uma escola de “balé de verdade”. Contudo, quem a levou foi a madrinha Mariana, de quem lembra com muito carinho. 

    Com sete anos, ingressou no Estúdio de Ballet Cisne Negro de balé clássico e dança contemporânea. “Foi nesta escola que ganhei uma profissão, ser professora, o que faço até hoje”. Lugar em que esteve até os 22 anos e que saiu por uma frustração: queria dançar profissionalmente, e não dar aula para crianças. 

    Longe da companhia, começou a estudar educação física por exigência da sua profissão e também por vontade de ter uma formação acadêmica. “Apesar de ser faculdade de educação física e todo mundo pensar que a gente vai lá para jogar bola, não é, tem a parte das matérias humanas. Na faculdade se aprende muita coisa, é mágico. Passar o conhecimento é muito legal, dar aula é um dom”. A faculdade lhe abriu um caminho intelectual o que fez com que pensasse mais como professora do que bailarina. 

    Em 2002, perdeu o pai e viveu um momento de ausência de si. “Deixei de fazer tudo que pertencia ao meu ser”. Parou de dançar, de estudar e saía muito à noite, queria fugir à ordem e seguir o fluxo sem se preocupar com a vida. 

    A proposta do ateliê surgiu neste momento, através de uma amiga bailarina. Para um apaixonado pela dança, a relação com o movimento é muito intensa. “O trabalho de modelo vivo, apesar de ser parado, o que tem de movimento é incrível. A gente tá parado, mas o corpo tá ali pulsando, a respiração, o silêncio, o movimento do artista desenhando a modelo”.

    Foi só em 2004 que retomou a faculdade de educação física e começou a se reencontrar na dança e na profissão de professora: estudar o indivíduo e passar conhecimento. Foi ao lecionar que descobriu que há 
diferenças do bailarino profissional que tem aulas com o “mestre”, o professor especialista em ensinar o balé nível avançado e o professor que dá aula para criança. “O aprendizado do balé é militar, todo mundo uniformizado, a cultura do clássico tem tradição rígida”. 

    Ao final da faculdade reencontrou seu professor do Cisne Negro, que havia inaugurado uma companhia. Na primeira audição, para apresentar o espetáculo “Carmen”, da ópera de Georges Bizét, um drama em que a cigana, personagem principal, seduz através da dança e do canto, decidiu participar. “A maioria das pessoas acha o balé chato porque só conhece o chamado balé branco, Lago dos Cisnes e Gisele, mas Carmen tem mais energia, e é visceral, principalmente com a opéra de Bizet. Quem não conhece precisa ouvir”. 

    Embora a audição tenha sido terrível, pois estava já há algum tempo sem treinar, foi chamada para fazer um estágio, o que foi um reconhecimento que não esperava, contava apenas que conseguiria fazer aulas. No final, as meninas que passaram na audição não ficaram, porque queriam glamour, sucesso e dinheiro, coisas que a escola não poderia oferecer naquele momento.

    Acabaram ficando os apaixonados pelo balé. “Carmen foi um reencontro de pessoas que estavam ali para resgatar algo, um espetáculo feito com amor à dança. A vida havia me levado para outros caminhos e me tornei professora. Eu preferi namorar, ir para balada, mas bailarino tem que pensar no corpo. Eu voltei aos trinta anos para resolver minha psique; alma, ego e mente”.

    Resolvida na companhia, ficou grávida do Benjamim, mas dançou até os seis meses, como disse com orgulho, “na ponta”. Depois, ficou algum tempo como assistente de ensaio, embora, acredite ser uma função muita delicada por estar entre o bailarino e o professor. “Sinto que ainda quero palco, faz parte da minha alma dançar”. 

    Cris acredita que se formou em qualidade de vida, maturidade que o imediatismo dos 20 anos não enxerga. Como bailarina, sabe que precisa trabalhar o corpo e acorda todos os dias bem cedinho para se alongar.

    Para ela, este momento é de compreender o fluxo natural da vida, a base familiar e a religião. “Com vinte anos precisava de autoafirmação, queria ser bailarina top, dar aula para profissional e não para criança e viajar, mas não é assim. Todo mundo quer a cereja do bolo. Aos 34 anos percebo que tudo é construção do indivíduo”. 

    Também não é apenas a paixão pelo movimento que a estimula. Acredita que a dança é nata ao ser humano e se manifesta mesmo que não haja complexidade alguma. “Até o dedinho no carnaval e o bate cabeça do rock n’ rol é dança. É a minha vida, eu respiro movimento”. 

***

    Há três semanas, antes de entrevistar Cristina Vieira, antes mesmo de contatá-la, comecei a rememorar quando nos conhecemos, ou melhor, como nos conhecemos. Na época, em 2007, trabalhava de modelo vivo na Oficina de Escultura Israel Kislansky. 

    Bem, para contextualizar, o trabalho de modelo vivo é, a grosso modo, posar para artistas e, no caso, aprendizes da arte de esculpir e desenhar. Devo dizer que a primeira vez que a vi ela estava nua, e a segunda eu também, quando conversamos. 

    Antes do encontro, refleti algum tempo sobre o ato de se despir. Neste trabalho é preciso muita disciplina e desprendimento e não um padrão de perfeição ou beleza, na verdade. Quanto mais complexo e diferente for a atitude corporal, melhor. Tudo depende do que o artista quer. 

    Aprender a ficar nu é uma experiência diária, e não por estar na frente de pessoas com uma finalidade tão nobre que é a arte, mas por aceitar a si próprio e se reconhecer na obra construída. Um aprendizado que só quem trabalhou como modelo vivo entende. O tempo passa diferente quando se está parado em uma pose. A mente fica livre para desejar, fazer planos para o futuro e contar, isso mesmo, contar. 

    Qualquer coisa no ambiente serve. Se a dinâmica proposta na aula é de cinco minutos em uma pose, um modelo vivo pode criar diversas unidades de medida, como contar até trezentos pulando todas as dezenas ou pensar em quantas linhas verticais possui a sala.

    Isso porque os olhos ficam apurados, seríamos capazes de descrever todo o ambiente com riqueza de detalhes. Foi nessa toada que reencontrei a Cris, ou Kika, ou mesmo, a bailarina desgarrada, na época, de dreadlocks e turbante da oficina.