sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Gratidão

Tenho relido e repensado ultimamente em muitas coisas na minha vida, e acho que a palavra de ordem é, gratidão.
Gratidão porque eu vivi por um longo período de tempo em uma nuvem obscura e triste, que me fez pensar muitas coisas ruins e achar que no mundo não existia mais nada de bom que pudesse agarrar, e no entanto, as coisas vem melhorando gradativamente de uma forma mágica.
É mágico abrir os olhos de manhã e sentir um alívio imenso por ir trabalhar em um local de que se gosta e fazer o que se ama.
Sabe, eu estava no ponto de jogar tudo para o alto, as coisas estavam insuportáveis...
Do dia pra noite eu tinha tudo e perdi, eu tinha um amor, uma razão de viver maravilhosa e alunos que me amavam, e de repente perdi tudo, me senti sem chão, e Deus, vou te dizer, foi uma das piores fases da minha vida, viver tudo aquilo absurdamente sozinha foi torturante.
A pessoa que eu mais amava no mundo virou as costas para mim, completamente incompreenssível da situação em que eu me encontrava... Eu só precisava de amor e carinho, e você me deu dor e sofrimento.
Foram tempos difíceis, aqueles.
Eu já passei fome, já passei por uns pedaços ai que até o santo desconfia, mas essa fase foi a mais dura, com certeza.
Eu odiava o que fazia, odiava as pessoas ao meu redor, odiava o horário da minha vida, odiava não ter quem eu amava me apoiando e o quão egoísta tudo isso tinha sido, eu odiava e só queria saber de deitar e chorar, chorar até virar pó e sumir dali, sumir daquilo tudo.
Não, eu não fui em um profissional, para algumas pessoas isso pode resolver, para mim, apenas seria algo a mais que eu teria de me preocupar... Não, a melhor coisa era refletir comigo mesma e entender aonde estava indo.
E foi exatamente isso que eu fiz, eu simplesmente fui, segui o fluxo e deixei rolar, deixei a onda me levar para onde ela bem quisesse e sabia que uma hora eu acabaria em algum lugar.
Hoje eu tenho um emprego que amo profundamente, e embora eu tenha que me despedir dele obrigatoriamente, eu sou muito grata por tudo o que ele me proporcionou, as pessoas que conheci, as experiências que vivi, da ânimo para seguir em frente de cabeça erguida.
Se hoje eu sou uma pessoa feliz, eu devo muito a este momento da minha vida, em que eu cai e fui até o fundo do poço, onde existia uma cama elástica que me jogou para cima novamente, então, por todos os bons momentos, eternos no meu coração, muito obrigada!

Jéssica Curto

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O silêncio da madrugada

Acordei, olhei para o teto e você foi o meu primeiro pensamento, senti aquela ânsia de não fazer nada.
Enrolei na cama por umas duas horas, estava quase na hora de trabalhar quando resolvi levantar, me arrumei sem pressa, fazia tempo que não sentia isso, mas não estava com um pingo de vontade de ir pro serviço, a saudade de você bateu forte.
Fui mesmo assim, dinheiro não nasce em árvore.
Trabalhei, escrevi um texto sobre você que não expressou metade do que eu queria expressar, conversei, ri e chorei um pouco, mas aquela ânsia não me largou.
Fui encontrar uma pessoa de última hora, com a fina esperança de finalmente tirar você da minha cabeça, não funcionou.
Na verdade, só piorou um pouco, me provando mais uma vez que você é único e a sua presença faz falta.
Cheguei em casa, olhei a sua foto na estante e senti o coração apertar, reli o texto que escrevi mais cedo e chorei, como chorei!
Me senti aliviada, respondi uns e-mails e cá estou agora, escrevendo o que aparentemente é um texto bem melhor do que o anterior.
Realmente, o silêncio da madrugada é impagável!!

Jessica Curto

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O amor da minha vida

Começou com Gregório, dizendo o quanto amava Clarice e toda aquela polêmica sobre se o texto era ou não um jogo de marketing.
Eu honestamente acredito que qualquer pessoa que escreva o que ele escreveu, sobre o que escreveu, querendo apenas se divulgar, mereceria a solidão eterna... Não, não acredito que ele falaria tão profundamente algo tão pessoal apenas para isso.
Depois veio Ricardo, descrevendo o quanto Jú era a mulher da sua vida, e que nenhuma das outras lhe dava a alegria que um dia ela lhe deu.
Abriu a minha curiosidade sobre a situação, pois Ricardo se descreve como Zé Eduardo, o que não faz sentido, seria mais um texto de marketing?
Estou cansada dessa falta de amor, desses textos lindos e incríveis que expressam sentimentos tão profundos, e que no fim, não passam de ilusões para iludir outras pessoas.
Ninguém mais se ama realmente, ninguém mais se entrega, os sentimentos parecem cada vez mais descartáveis, e é por isso que eu vim aqui dizer, se você por um acaso está lendo isso Fernando, este texto é pra você! 
Meu grande amor, minha grande alegria, nós não vivemos muito tempo juntos para podermos dizer que temos histórias mirabolantes para contar, e nem tivemos grandes momentos marcantes para fingirmos que tudo aquilo pareceu um filme de Hollywood, mas nós vivemos!
Vivemos sim, o companheirismo de se ter uma pessoa do lado para contar e dividir os problemas, vivemos a diversão de apostar, perder e ganhar no vídeo-game como se fossemos crianças.
Ninguém nunca vai saber o quão gostoso é passar madrugadas inteiras vendo série e tomando sorvete com ganache, rindo até a barriga doer, ou chorando até se sentir aliviado de poder ter para quem contar os seus sentimentos mais profundos.
De abrir a porta e os olhos encontrarem a coisa mais preciosa que você era pra mim, e nada mais importar...
Esses momentos ficam se repentindo na minha cabeça como se fossem um filme e eu fico me perguntando por que acabou tão cedo... Tão rápido... De forma tão brusca e repentina??
Esses momentos foram únicos Fernando, tão únicos que não existe uma só pessoa que consiga substituir o que eu sentia com você, e muito embora o texto seja simplório, é da mais pura honestidade.
Pra mim, isso foi amor e você, o amor da minha vida!
Beijos carinhosos da sempre sua,

Jéssica Curto

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Me desculpem, mas eu preciso falar

Eu não sei bem como começar esse texto, eu só sei que preciso escrever para explicar tudo isso.
Eu sempre usei o meu blog como uma escapatória, uma forma de poder colocar todos os meus sentimentos no "papel" sem ser muito julgada, porque aqui eu posso escrever com pseudônimos ou simplesmente não ligar, já que, convenhamos, o blog existe há seis anos e não possui leitores, pelo menos não assíduos.
Eu sei que o certo seria fazer isso em um diário, mas acontece que infelizmente eu não consigo escrever tão agilmente como com a tecnologia em mãos, e escrever para simplesmente salvar no celular não faz muito sentido na minha cabeça.
Quem sabe alguém lê tudo isso e me da uma luz, ou quem sabe fica como uma lição para o futuro, que eu mesma lerei.
Acontece que ando precisando dessa fuga, as coisas não estão fáceis, ainda mais sem ele...
Quem é ele? É somente a pessoa mais fantástica que eu já conheci, e vou contar tudo para quem quiser ler, só peço paciência.
O que você precisa saber no momento apenas, é que rompemos, e todos estão dizendo para eu esquecer e me valorizar, acontece que eu não me sinto nem um pouco desvalorizada, eu só sinto saudades...
Nós rompemos por motivos ridículos e eu simplesmente não consigo me conformar, a única coisa que consigo é pensar em uma forma de te-lo de volta, e gravem as minhas palavras, eu terei!
Estou sentindo dor... Está sendo difícil, mas eu vou superar isso... E sabem por que? Porque J.K.Rowling, a minha maior inspiração, vivia algo parecido com o que estou vivendo e fez grandes e significativas coisas em sua vida...
A verdade é que escrever é terapêutico, e ando precisando de terapia...

Jessica Curto

Rodeada e completamente só

Eu não fumo
Não bebo
Nunca usei nenhum tipo de droga e me orgulho muito disso
Meus passa-tempos são culturais, tranquilos, quando não, caseiros...
Eu não sou religiosa
Gosto de entender e aprender sobre diversas coisas, desde buracos de minhoca até porque uma caneta BIC tem um furo no meio...
Meu gosto musical é diversificado entre rock clássico, pop, MPB e bossa nova
Leio com certa regularidade
Adoro séries desde the big bang theory até the Walking dead, how i met your mother, orange is the new black, dowton Abbey, etc
Amo video game, principalmente o clássico nintendo 64
E no entanto, acho tao difícil e tao complicado me relacionar com as pessoas, gostar delas... Entende-las... Pra mim, chega a ser surreal quando eu encontro alguém que me divirta, que me de vontade de querer me arrumar e gastar, sei lá, duas hras no ônibus só para encontra-la... Não sei se o problema é comigo, mas como poderia?
Penso que no fundo, o problema é essa falta de interesse, de entender, de conversar, de ter paciência e sabedoria para olhar o mundo com os meus olhos...
Hoje mais cedo um jovem rapaz me disse que fumava maconha e ficou chocado quando eu respondi que isso destruiria a vida dos seus neurônios... Fico me perguntando o rumo que essa sociedade está tomando...grossura, crueldade, ignorância...
Eu gosto tanto de ver o céu repleto de nuvens, sentir o prazer ao pisar em uma folha seca e ouvir o seu estalar sobre os meus pés, escutar o silêncio da noite...
Acho que o mundo anda vazio e sem emoções, falta amor...
E não há nada pior no mundo, do que estar rodeada de pessoas e se sentir sozinha!

Jessica Curto