Páginas

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Para meu melhor amigo!!

Fez três anos em Outubro que te conheci, no seu aniversário ironicamente quem ganhou o presente fui eu, e desde então a minha vida anda sendo mais feliz, com mais sono é bem verdade, mas com mais risadas igualmente também. 
Três anos e eu não tenho palavras para descrever o quanto a sua existência se tornou essencial em minha vida, o quanto as coisas mudaram e melhoraram com a sua presença. Três anos de puro prazer e satisfação. 
Quantas brigas tivemos? Se bem me lembro foram três e se não me engano, não duraram mais do que três dias. Engraçado como este número está ligado em nossas vidas e em como às vezes o destino brinca com a gente. 
Semelhanças, histórias vividas e contadas, tristezas e alegrias, passamos já por altos e baixos, mas isso nunca mudou nada... Minto, isso fortaleceu cada vez mais a nossa relação, e se hoje te digo que é o meu melhor amigo e maior companheiro é porque de fato o é e fez por onde para sê-lo, então, apenas posso dizer... Muito obrigada!
Obrigada pela confiança e pela convivência, obrigada pelas diversões guardadas com tanto carinho, obrigada pela paciência e pelos momentos mais sublimes ao seu lado, obrigada simplesmente por existir e ser este amigo que eu amo tanto, repleto de defeitos únicos que o tornam completamente perfeito em sua magnitude, muito obrigada!!! 
Espero que 2014 seja mais uma dessas tantas aventuras que ainda vamos passar juntos, mas que venha repleto de sonhos concretizados e de situações que nos façam evoluir e nos sentir não apenas mais um entre tantos, mas pessoas únicas e totalmente realizadas. 
Que você continue este chato que me faz rir de tudo e que os desejos e experiências sejam infinitamente fantásticas!!! 
Feliz ano novo meu querido Lobinho, 

Beijocas da sempre sua, 

Curto


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem aos amigos





O ano que está terminando bateu todos os recordes. Do trânsito, do PIB, das mensagens de texto, das horas sem descanso e da correria nossa de cada dia. Foi o ano do colapso das vias urbanas, da saturação de uma São Paulo que sobrevive à base de pontes de safena: um corredor de ônibus aqui, uma nova estação ali... E assim vamos andando. A infraestrutura da cidade fica sobrecarregada e com ela, os nossos corações. Ninguém se esforçou mais do que eles nesses doze meses. Atravessaram a cidade em dias de chuva, trabalhando ou estudando em ambientes claustrofóbicos. Choraram em dias terríveis e sorriram com o retorno do Sol. E hoje estão aqui conosco, dentro de nós, esperando o amanhã e refletindo sobre ontem.
Muitos começaram um emprego nesse ano, outros, um namoro, alguns visitaram lugares inéditos e sentiram o vento das novas ideias. Apesar dos momentos de ar puro, houve também as obrigações do dia-a-dia, que por vezes sufocaram sujeitos cuja única forma de se expressar era por meio de um computador. Que bom que os PCs existem, mas é uma pena estarmos sufocados. Não era pra ser assim em tempos de culto extremo à tecnologia. Os drivers estão aí para nos ajudar, mas ainda precisamos de nós mesmos, e que bom que continua assim! As ferramentas devem ser um meio para um determinado fim, um objetivo específico, não apenas um meio para ter mais meios. Os Whatsapps da vida nos levam mais rápido à mente das pessoas, mas são as nossas ideias e valores que chegam a seus corações. Ainda não inventaram um seguro para a solidão e nem um aplicativo para o amor verdadeiro. É preciso ir além das plataformas digitais e promover a verdadeira interação entre as vidas das pessoas, e isso pode ser feito com os mais simples sentimentos. Mas não é fácil fazer o que é certo.
É complicado viver num mundo eficiente da indústria e caótico na saúde. As pessoas querem viver a utopia do mercado e ficam doentes do corpo e da mente. Depois, culpam somente o Estado, mas deixam as empresas cortarem funcionários e precarizar as profissões. Quem quer pensar o Brasil precisa enxergar a corrupção que vai além da política, aquela que está em quase todo o país. Precisa notar que o modo de vida dos privilegiados faz mal a toda a coletividade. 
Fica difícil, por exemplo, andar numa cidade na qual ricos pegam o carro, vão à academia e passam duas horas numa bicicleta que não anda. Um mundo onde achamos o máximo falar ilimitado por 30 centavos sendo que pessoalmente ainda é de graça. É claro que a ligação encurta a distância e mata a saudade. É claro que outras tecnologias podem ajudar, mas é sempre até certo ponto. Pelo triplo da metade compramos o dobro e achamos que gastamos menos. A nossa salvação não está no próximo lançamento do mercado. Essas coisas deveriam nos servir e não nós a elas. 
Os problemas pós-modernos são complexos, ainda não temos claras respostas. O cotidiano, por exemplo, está sempre melhorando num ponto e piorando no outro. Nós, por exemplo, não somos criaturas perfeitas, nem sequer sabemos como seria a perfeição. Às vezes pisamos na bola sem perceber e queremos ganhar em todas as frentes. Em outras nos fechamos a ideias que poderiam fazer bem a nós mesmos e ao próximo, e nos trancamos em pensamentos sem janelas. Até porque, convenhamos, lá fora não se acha gente compreensiva assim tão fácil. Tudo é complexo, tudo tem lado bom e lado ruim, tem dúvida e diversos pontos de vista. Ainda assim, existe algo que indiscutivelmente precisamos fazer: precisamos buscar mais equilíbrio para os nossos dias. Consumir é natural, consumismo é insustentável. Conhecer pessoas é fundamental; amar, mais ainda, mas conhecer é muito mais do que olhar. Duzentas curtidas animam, mas não mais que um abraço. Viajar é belo, navegar é preciso, visitar é divino... Porém é triste dar a volta ao mundo sem ir ao fundo de si mesmo.
E essa tarefa de melhorar a vida é minha, é sua e de todos nós. Afinal, é juntos que construímos a cidadania. A discussão inteligente tem de ser incentivada. Os problemas estão aí. Fugir deles é simplesmente fugir da vida.
No ano que vem, eu espero que possamos enfrentar os nossos desafios de cabeça erguida e superar, novamente, todo o cansaço e a incompreensão, toda a correria e o medo. Através do amor. Ele não faltou esse ano. Ele apareceu nos mais sublimes (e também delicados) momentos do calendário. Nas horas de dor e de alegria, nos instantes solitários e redentores. E vai estar conosco ainda mais forte, em cada rua agitada que atravessarmos, em cada projeto que avançar pelas madrugadas, em cada porta de Metrô que se recusaea fechar. Que a porta da esperança, essa sim, não aceite ser batida, que esteja sempre aberta aos sonhadores, aos amigos da paz e da união. É na dificuldade que crescemos.
Juntos, poderemos vencer os desafios mais uma vez. Venceremos a noite e chegaremos inteiros na manhã. Que 2014 seja repleto de arte, saúde, respeito e vitória para todos os amigos.

Rafael Cardoso


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DIFÍCIL VIDA DAS RIMAS


Com tanta imagem
E virtual mensagem
É difícil ter clima
Pra fazer uma rima.

Terminações semelhantes
Parecem perder a graça...
Porém a palavra enlaça 
Até mais do que antes.

Porque nada como
Captar o momento,
Como ser ao escrever
E sonoramente ler
Um novo pensamento

E mostrar que ele prima,
E prima exatamente
Pela magia da rima
E a harmonia do elemento.

Rafael Cardoso

domingo, 3 de novembro de 2013

AS PALAVRAS E AS COISAS

De repente vomito palavras
Saem numa torrente veloz
Como anseio de jovem
Necessidade de externalizar tudo 
Que não foi deglutido.
E este lirismo, repetitivo e sonolento,
Revela-se incapaz de revelar
A mística das ideias
Que se formam na mente sem palavras.

Por que cheira a trevas
Tempos tão abastados?
Porque não fazer o poema
que resgata todas as coisas
e instaura a harmonia das horas
perfeitas? Não me é possível, meu
caro ou minha cara que me lê (e demais gêneros).
A consciência diz que 
evitar o sofrimento é desistir do jogo.
É preciso recriar sentidos,
repassar valores, estabelecer metas,
reapropriar o ser da capacidade
emancipadora de fazer com gosto.
O orgulho e a segurança 
De fazer aquilo que deve ser feito.

De repente vomito palavras
Porque são de tempo distante,
Porque não encontram
representação na realidade,
como diria Wittgenstein.

Rafael Cardoso