-Babette, Babette, venha aqui fora, você não vai acreditar nisso!
O homem gritava empolgado enquanto se dirigia para a pequenina portinha, onde se encontravam penduradas várias flores e folhas.
-Augustus, por Aine, homem, são sete da manhã, não sei vocês, leprechaus, mas nós fadas dormimos, sabia?
Adriel via uma moça esguia e formosa aparecer vestindo um robe azul, os cabelos negros presos em um coque, sua pele escura e reluzente lhe dava um ar de garbo e poder.
-Não pode ser... Adriel!
Sem conseguir pensar nem mais um segundo o homem se viu sendo agarrado e erguido, girando no ar.
-Uoooi! Hahaha Calma Babette, calma!
A mulher o retornava no chão, seus olhos negros estavam completamente fixos no pequeno homenzinho.
-Quanto tempo Adriel! Vamos entrando, vamos entrando!
O trio caminhou em direção a pequenina entrada, onde todos, com exceção de Adriel, se curvavam um pouco para passar pela passagem.
-Você deveria fazer uma porta maior, é sério Babette.
Augustus resmungava baixinho enquanto adentrava.
-Para mim está perfeita!
Ria Adriel, enquanto retirava seu chapéu avermelhado.
-É claro, você é um anão!
Augustus ria enquanto zombava do pequeno, que o encrava meio irritado, suas sobrancelhas encurvando.
-Parem, vocês dois! Venham, vou fazer um chá.
A mulher caminhava para dentro da casa, suas asas brilhantes estavam agitadas, demonstrando a sua felicidade.
Ali tudo era pequenino e formoso, os quadros dependurados mostravam o quanto ela gostava de coisas pequenas, pois retratavam em sua maioria florestas compostas de flores, pequenos animais ou frutos.
-Ande, me conte tudo, como foi lá? Achei que nunca mais o veria, como foi? Quando chegou?
Ela falava apressadamente, como quem não pode esperar nem mais um minuto.
-Calma, deixe-o respirar um pouco... Então... Desembucha homem!
O ruivo batia nas costas do outro gargalhando.
Ele iria contar tudo o que quisessem ouvir, mas precisava antes resolver uma pendência, o embrulho em suas mãos o lembrava de seu dever.
-Pessoal, eu estou muito feliz em ver vocês, juro! Mas...
Seu olhar se voltava para o pacote.
-Nada disso, coma um pedaço de bolo, é de nozes antes, está fresquinho!
Adriel olhava para ela, estava radiante com a sua presença, como poderia negar? Suspirou e colocou o pequeno embrulho de lado, se servindo de um pedaço de bolo, afinal, tinha muito para contar, e quem melhor para ouvir do que seus melhores amigos?
Jessica Curto
quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Paris
Ela se encontrava sentada na beirada do batente, o nascer do sol lá fora brilhava na janela, a brisa batia em seus cabelos aloirados enquanto ela passava levemente a tinta sobre a tela.
Seus olhos estavam vidrados naquele pequeno ser a sua frente, tentando reproduzir com a maior precisão possível os mínimos detalhes ali presentes, o ambiente todo estava favorável para que aquela obra de arte se desce como perfeita.
De repente levou a ponta do dedão até os lábios e mordeu-o levemente, enquanto analisava o desenho em sua frente, faltava alguma coisa para fazer daquela pintura ser perfeita, mas o que seria?
Mordeu o lábio inferior levemente e passou o pincel na tinta amarela, sua cor preferida, jogou-a em cima da tela, transportando aquele momento tão mágico para a pintura, perfeito! Sua obra prima estava feita,agora bastaria saber se seria bem aceito para a feira de exposições que se daria dali duas semanas, afinal, o que pensariam as pessoas se descobrissem que foi uma mulher quem pintou aquilo?
Sabia bem que a sociedade poderia ser repressora e cruel, mas estava ansiosa, afinal, levara meses para chegar aquela conclusão.
Se voltou para a janela, seus olhos focando a imensa torre ali presente, o sol iluminava tudo ao seu redor, como era bela a doce Paris.
Suspirou e fechou os olhos, se deixando irradiar por aquele momento completamente único, bastava agora esperar e desejar o melhor.
Jessica Curto
Seus olhos estavam vidrados naquele pequeno ser a sua frente, tentando reproduzir com a maior precisão possível os mínimos detalhes ali presentes, o ambiente todo estava favorável para que aquela obra de arte se desce como perfeita.
De repente levou a ponta do dedão até os lábios e mordeu-o levemente, enquanto analisava o desenho em sua frente, faltava alguma coisa para fazer daquela pintura ser perfeita, mas o que seria?
Mordeu o lábio inferior levemente e passou o pincel na tinta amarela, sua cor preferida, jogou-a em cima da tela, transportando aquele momento tão mágico para a pintura, perfeito! Sua obra prima estava feita,agora bastaria saber se seria bem aceito para a feira de exposições que se daria dali duas semanas, afinal, o que pensariam as pessoas se descobrissem que foi uma mulher quem pintou aquilo?
Sabia bem que a sociedade poderia ser repressora e cruel, mas estava ansiosa, afinal, levara meses para chegar aquela conclusão.
Se voltou para a janela, seus olhos focando a imensa torre ali presente, o sol iluminava tudo ao seu redor, como era bela a doce Paris.
Suspirou e fechou os olhos, se deixando irradiar por aquele momento completamente único, bastava agora esperar e desejar o melhor.
Jessica Curto
terça-feira, 9 de julho de 2019
Tudo é experiência nessa vida
Passei por uma entrevista de emprego pela primeira vez na vida, completamente diferente, onde eu precisaria desenvolver o meu lado comunicativo, que honestamente é um fiasco.
Minha área sempre foi e sempre será a escrita, penso com calma e coloco em palavras o que estou pensando, minha imaginação é tão ampla que se eu me deparar com uma formiga criarei uma história, mas não me peça para ser faladeira, Deus, isso me causa pavor!
E então, foi isso que aconteceu, meu cérebro simplesmente travou, eu não sei exatamente o que falei, só sei que falei tudo errado e de forma pouco clara, a vergonha da situação está me torturando e vai acabar me matando um pouquinho por dentro, como todas as outras vezes em que fiquei me punindo por atitudes erradas.
O erro por si só serve de aprendizado, claro, e precisamos deles para podermos aprender, mas não poderia ser tudo mais fácil?
As rosas belas de que descrevo são tão incríveis, os pássaros cantando... E por que então temos de nos torturar com coisas que não são para nós?
Minha vida inteira eu soube que queria ser escritora, e trabalho arduamente em cima disso para melhorar cada dia mais, mas às vezes, sinto que por alguma razão inexplicável, o universo tenta me tirar da única coisa que eu verdadeiramente amo.
As artes fazem parte de mim, e sempre vão fazer, mesmo que eu nunca consiga alcançar meu grande sonho de levar histórias para as pessoas, isso está enraizado em mim.
Sinto-me frustrada e impotente por não ter conseguido desenvolver as minhas idéias no momento propício, as vezes, só temos uma oportunidade, e sinto que a minha se esvaiu pelos meus dedos,mas, fica a lição para guardarmos com sabedoria.
As vezes precisamos nos ater para o que realmente fomos feitos e não para o que estamos sendo forçados a fazer, pena que a vida não é este mar de rosas amarelas que adoro tanto.
Pena.
Jessica Curto
Minha área sempre foi e sempre será a escrita, penso com calma e coloco em palavras o que estou pensando, minha imaginação é tão ampla que se eu me deparar com uma formiga criarei uma história, mas não me peça para ser faladeira, Deus, isso me causa pavor!
E então, foi isso que aconteceu, meu cérebro simplesmente travou, eu não sei exatamente o que falei, só sei que falei tudo errado e de forma pouco clara, a vergonha da situação está me torturando e vai acabar me matando um pouquinho por dentro, como todas as outras vezes em que fiquei me punindo por atitudes erradas.
O erro por si só serve de aprendizado, claro, e precisamos deles para podermos aprender, mas não poderia ser tudo mais fácil?
As rosas belas de que descrevo são tão incríveis, os pássaros cantando... E por que então temos de nos torturar com coisas que não são para nós?
Minha vida inteira eu soube que queria ser escritora, e trabalho arduamente em cima disso para melhorar cada dia mais, mas às vezes, sinto que por alguma razão inexplicável, o universo tenta me tirar da única coisa que eu verdadeiramente amo.
As artes fazem parte de mim, e sempre vão fazer, mesmo que eu nunca consiga alcançar meu grande sonho de levar histórias para as pessoas, isso está enraizado em mim.
Sinto-me frustrada e impotente por não ter conseguido desenvolver as minhas idéias no momento propício, as vezes, só temos uma oportunidade, e sinto que a minha se esvaiu pelos meus dedos,mas, fica a lição para guardarmos com sabedoria.
As vezes precisamos nos ater para o que realmente fomos feitos e não para o que estamos sendo forçados a fazer, pena que a vida não é este mar de rosas amarelas que adoro tanto.
Pena.
Jessica Curto
sábado, 6 de julho de 2019
Quando o coração bate mais forte
A gente sabe quando o coração está batendo mais forte por alguém, quando vemos algo incrível e só conseguimos pensar em mostrar aquilo para aquela pessoa, só conseguimos pensar em replicarmos o que estamos vendo, com ela.
Sabemos quando o coração está batendo mais forte, quando sentimos aquela onda de sentimentos fortes que nos da vontade de querer ter momentos incríveis e memoráveis com ela, quando planejamos cada detalhe em nossas cabeças loucas.
Eu sei que meu coração está batendo mais forte por você, porque você não sai da minha cabeça um só instante, fazendo o meu coração bater mais e mais forte.
Amo você!
Jessica Curto
Sabemos quando o coração está batendo mais forte, quando sentimos aquela onda de sentimentos fortes que nos da vontade de querer ter momentos incríveis e memoráveis com ela, quando planejamos cada detalhe em nossas cabeças loucas.
Eu sei que meu coração está batendo mais forte por você, porque você não sai da minha cabeça um só instante, fazendo o meu coração bater mais e mais forte.
Amo você!
Jessica Curto
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