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terça-feira, 9 de julho de 2013

Nublado

Um dia cinza e levianamente sem fim...
Que me encanta com a maneira
De ter o bom senso de amanhecer assim.

Obrigada querido Dia
por resplandecer da cor que eu queria;
Porque só com uma paisagem de pálida cor
eu posso ser capaz de esquecer este estúpido amor.

O tic-tac do relógio
E o som de sua chuva lá fora
Fazem o ritmo dá canção
Que vem sem palavras e vai embora.

Mas um dia, meu bom Dia,
o meu dia será laranja como seu fim.
Mas o que pode lembrar essa cor,
além de flores no jardim...?


Desculpe-me querido Dia,
mas hoje não desejo você;
mesmo cinza pálido e belo,
prefiro em minha cama
mais um pouco "morrer"...

N. Bonani


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Solidão

2009

Olá, Solidão.
Há tanto tempo acompanha-me nos caminhos
E eu nunca sei como está...

Mas sei que sempre está
Constantemente em minhas partidas,
Tão constante que se tornou amiga,
A mais vazia e presente que tenho...

Andei pela chuva, no meio da rua
E você estava ali,
 tornando-me tão você
Que eu sentia-me só... 
Sentia-me solidão. 

E a chuva nos uniu,
 Numa dança resplandecente...
 Eu já não sabia mais como viver sem ti.
Naquele momento então senti 
 Que sem ti, já não mais eu seria
Já não existiria e seria mais vazia
que você sem mim. 
Porque somos cúmplices
De mundos iguais e distantes.

Minha tão presente Solidão...
Sua presença,
É minha ausência;
Sua indiferença 
É minha compaixão
Porque sua companhia
 É o meu vazio
Porque o seu você,
 É o meu por quê.
Porque tu és amiga, 
Mas por que solidão?

N. Bonani


domingo, 7 de julho de 2013

It’s over

A última magia decaiu.
O último encanto foi quebrado.
 A última dança foi aplaudida.
O espetáculo acabou.

Não há mais o que fazer... 
Apenas ir embora
Voltar à vida...
Sair do êxtase, que não deixava ver as verdadeiras faces

Sair desta alucinação circular fosforescente
Que encantava os olhos e 
Mantinha a falsa calma...
Segurava a mão, 
Enquanto deixava cair a alma!

A fumaça se expandiu, o amargo retornou
O sonho foi para seu próprio mundo, 
e me deixou sozinho no meu...

E todas as ilusões foram desmontadas, 
Mudaram para um longínquo lugar
Pouco a pouco, como num circo
Foram para outros se apresentar.

N. Bonani


sábado, 6 de julho de 2013

Não mais a mesma

Dos últimos versos não me recordo,
Nem da gramática fria...
-Não mais a mesma-
Dentro de mim: apenas uma sala
(Que permanece sempre vazia...)

Não tenho paciência contigo,
Não tenho vontade de sair
Recorde-me apenas:
Como se faz para sorrir?

Nunca quis tanto estar longe de mim,
Nunca desejei tanto te esquecer;
A dor sublime dos meus autoflagelos não conforta mais
Qual era a sensação de viver? 

Amor? Paixão? Alegria?
Palavras que não fazem mais sentido.
Sinônimos de lembranças vagas
De grandes momentos com 
um  velho am... igo.

N. Bonani