domingo, 15 de março de 2015

Sinfonia da Vida

A redoma de gelo quebrou e seus fragmentos voaram ao som do vento. O vento que liberta, dá suporte ao vôo e entrelaça os corpos com a melodia sinfonante da vida.

Ao som de meus passos eu andei durante horas sabendo apenas para onde ir. Não sabia a hora do retorno nem fazia ideia de como agir e o que sentiria ao trilhar por aqueles caminhos. Não me passou pela cabeça que talvez não houvesse retorno.

Vi e conheci gente nova. De todos os tipos, de todas as raças e com as mais diversas intenções tatuadas no corpo e na mente. E eu conheci você.

Seus cabelos suados não balançavam muito com o vento e sua voz não podia ser ouvida direito no meio do som e da algazarra da festa. Mas eu sentia suas intenções e pensamentos... Eu te sentia. É claro que eu posso estar errado em afirmar isso, mas é o que eu ainda penso. E eu sinto a saudade de teus lábios, de teu toque, tuas palavras, gestos, atitudes e pensamentos. Sinto saudade de barulho que fazia lá fora, pois embora ele apagasse uma parte de sua voz, ele me fazia entender aquele mundo novo ao qual eu estava a um passo de fazer parte.

E eu quero voltar, pois agora estou liberto. Sem medos, sem ressentimentos e finalmente com o conhecimento que eu precisava ter sobre meu corpo e minhas emoções. Não vejo a hora de encontrá-lo novamente e sorrir ao sentir o calor que borbulha em meio as nossas vidas. Nossa vida é o vento, a festa alegre na qual estamos é o calor que nos aproxima e a paixão presente no meu peito me encanta e alucina...

A redoma de gelo quebrou e seus fragmentos voaram ao som do vento. Enquanto isso, meu amor por você escapa do corpo e flui para o universo. Livre e feliz, enlaçado com a melodia sinfonante da vida.

Lucas de Figueiredo

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