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sábado, 14 de maio de 2011

O Arrependimento

É no momento do sofrimento e da dor que damos valor o que temos, a vontade de voltar para o passado e aproveitar melhor as oportunidades é tremenda que nosso cérebro enlouquece.
Por que não sabemos aproveitar até que se perca? Por que não conseguimos viver intensamente como tanto dissemos que faríamos?
Olho para a minha dor com amargura, não por estar sofrendo, mas por simplesmente não ter aproveitado de toda aquela energia, tudo aquilo que podia ter feito e não o fiz, não pensando que um dia, tudo aquilo viria a acabar.
A dor nos esmaga não pela perda, mas por não sermos capazes de pensarmos nas reais consequências.
Um dia eu fui feliz e não soube, hoje sofro por não ter sabido há tempo.
Quantos amores passaram por minha vida, quantas pessoas e oportunidades, quantas felicidades que se esvaíram, hoje, são apenas pó, lembranças do que já foi e não voltará.
Mas penso que se ficar a sofrer pelo ontem, não conseguirei aproveitar o hoje e me arrependerei mais ainda no amanhã, por tanto, ai vai um conselho, viva, viva intensamente todos os dias, esqueça o que já passou, você sabe que o aproveitou o quanto pode e isso é o que importa.
Não se preocupe com o amanhã, pois ele é o hoje de ontem, apenas viva.
E seja feliz.

J.H.C

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sentimentos e Sensações VI

Encontro teu brilho pelo caminho
Sinto-o entre as suas constelações
Tenho o profundo desejo de segui-lo
Recordo-me de minhas obrigações
E parto, desiludido, para meu canto
Lá, continuo a admirar-te
Alimentando a pouca esperança que me resta

Lucas de Figueiredo


domingo, 1 de maio de 2011

Prazeres Carnais

Naqueles olhos azuis, eu vi o céu
e nele me entreguei por completa,
nao imaginava o que estava por vir, mas pouco me importava
apenas desejava aqueles lábios de mel juntos aos meus
me sugando e me deliciando para dentro,
para dentro do seu ser.
Ali, me entreguei, fechei o olhos e percebi que nada mais precisava
tinha encontrado meu destino,
e se chamava,
Amor.

J.H.C

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobrevivendo ao acaso IV

Já estava achando absurdo toda aquela história.
Comecei a perceber que as ruas se mantinham vazias na maior parte do tempo, e as que não estavam ainda não tinham passado pela dedetização.
Reparei que muitas eram dedetizadas ao longo do dia, por vários carros como aquele, com astronautas e ajudantes. Resolvi ficar atrás de uma árvore observando o processo de um deles.
Estava parado em frente à pracinha ao qual eu me escondia, e vi que um ser grotescamente azul se encapuzava, era o tal astronauta dedetizador.
Ele tinha minúsculos olhos e uma imensa boca, seu nariz se restringia a dois pequenos furinhos.
Eles saíram do carro como normalmente faziam, percebi um cordão preso ao pescoço da ajudante e reparei que o fio descia pelas costas, dando o ar de ser um simples colar, mas para mim aquilo era apenas uma roupa para se passar por ser humano.
Eles conseguiam convencer há todos com aquela história de dedetizar, mas estava absurdo aquele tipo de coisa, eu tinha que fazer alguma coisa.
Foi quando ouvi um som de um caminhão de água se aproximando, uma ventania começou a surgir e percebi que era o mesmo caminhão que tinha escutado na primeira noite antes de imaginar qualquer doideira dessas.
Era todo fechado e blindado, de um azul escuro forte, completamente sem vidros.
Trazia na dianteira uma mangueira grande e grossa e um jato forte de água tentava atingir os dois mentirosos da prefeitura.
Ambos saíram correndo na direção do carro, mas na pressa de não deixá-los fugir corri para a porta do carro deles com um pedaço de madeira que peguei no chão da praça e acertei em cheio a cabeça da mulher.
Ela pega de surpresa caiu ao chão, o astronauta não sabia para onde ir, e então foi atingido pelo jato de água.
Água, apenas isso, e em questão de segundos tanto ele quanto a mulher que eu atingira eram apenas vapor no chão.
Percebi que aquilo fizera o asfalto ficar como novo em folha, queria entender como sabiam que água os destruía, e por que eles deixavam o asfalto belo depois de mortos, mas não tive tempo, ele seguiu viagem sem parar para me explicar nada.
Quem estaria dentro daquela máquina, tentando combater esse mal horrendo?
Será que isso funcionava com as pessoas atingidas pelo veneno?
Será que as matava ou as curava?
Pelo menos agora eu tinha uma fórmula, e tão simples que era eu conseguiria resolver logo aquele problema.
Que grande engano o meu.
Percebi o quanto tinha sido ingênua ao ter esse pensamento quando com um copo de água que arranjei em uma padaria próxima, tentei atingir um deles e vi que não teve efeito algum, além de quase levar um ataque, ao qual só foi impedido porque o dono da casa surgiu para atender. Foi ai que me dei conta que o caminhão jogava jatos d'água imensos, e provavelmente devia ter algo nessa água que eu ainda não sabia, então a solução era caçar este caminhão, pelo menos, por enquanto. Eu só não sabia como fazê-lo e o fato de estar me envolvendo nessa história toda provavelmente foi o meu segundo grande erro.

J.H.C