quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Completamente imbecil

Fui chamada na sala da gerencia, estava na empresa a pouco mais de um mês, estava dando o meu sangue naquele emprego e não tinha se quer recebido um muito obrigado, muito pelo contrário, tinha levado várias duras e humilhações na frente dos clientes.
Estava engolindo tudo sem reclamar, não me via no direito de dizer uma palavra se quer, era nova ali, talvez eu estivesse errada e eles certos...
Adentrei a sala da gerencia junto da cobra, aquela que estava me avacalhando durante todo o período em que eu me encontrava ali, não sabia que ela estava para dar o bote.
Não me preparei, fui pega de surpresa.
-Você está sendo desligada a partir de hoje.
Não entendi, espera, calma... Como é? E os três meses, a conversa prometida, os planos...?? Espera, você não ouviu a minha versão...
Não deu tempo, quando vi já estava assinando os papéis, e no minuto seguinte pagando o maior mico do universo, chorando no ombro da colega que fiz em tão pouco tempo.
Desgraça, por que não estava conseguindo segurar minhas lágrimas? Não era pra ser assim, não era! Eu não era fraca, não mereciam me ver naquele estado.
Acho que a pior coisa foi querer me despedir das pessoas, só me humilhei mais...
Mas também, dane-se, nunca mais verei aquelas pessoas.
Sai com a consciência limpa de que fiz a minha parte!
Mas... Até que não é má ideia fazer uma carta, afinal, o gerente geral merece saber o que se passa de verdade na sua empresa.
Entreguei nas mãos mais poderosas que ali existiam, com a intenção exclusiva de melhoria... As injustiças devem parar, ninguém mais deve passar pelo que passei.
A verdade é que as pessoas são como zumbis, te sugam até a morte e então te descartam, você é apenas um número na agenda delas e quando se tornam desnecessárias, bom... Então é o seu fim.
Levar como experiência é o bastante... Por hora!

Jéssica Curto


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