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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Enumeração

Pipoca na mesa,
TV ligada.
Controle na mão
A luz, apagada.

Imagem e som,
A mais pura emoção
Bola na rede
Explode, coração!

Chapéu, caneta
Drible da vaca.
Bola na área, passe de letra...
E gol de placa!


Rafael Cardoso

Tipicamente brasileiro!!

Parabéns meu querido, por descrever tão bem um brasileiro.

J.H.C


Luzes

OBS: Escute lendo o poema!



Estudar história é muito bom, sô!
É legal ver o Antigo Regime
Que a todos oprime
Se acabar na teoria de Rousseau!

Querendo mudar a sociedade
O iluminista (contra a igreja)
Entrou numa peleja
Em prol da moderada liberdade!

A estrada do conhecimento
Trilhada pelos iluministas
Deixou um grande legado:

Ideais àquele momento,
Eram homens sábios, realistas
Pais do futuro e heróis do passado.


Comentário: No início deste ano compus com mais dois amigos esta música que está logo acima. Era um trabalho de história sobre Iluminismo. Achamos que o formato em soneto (sem sílabas métricas) ficaria bom.

Rafael Cardoso

Esta música me ajudou muito a decorar e entender certas coisas. Ainda acho que deveria virar cantor, você tem talento meu amigo.

J.H.C





Hipertensão!

A corrida presidencial e o deputado mais votado do país

Segundo turno. Agora, nada de “tiriricas” na TV implorando o nosso voto - o que não garante, contudo, um alto nível na corrida à presidência entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff. O equilíbrio nas pesquisas contribui para o clima tenso na campanha de ambos.
Neste momento, como era de se imaginar, todos estão desesperados. Na propaganda Serra é o privatizador, o senhor do retrocesso. Dilma, a desconhecida, que só está aonde chegou por causa de Lula. Junto com esses e outros ataques, os candidatos tentam mostrar tudo (e mais um pouco) que fizeram pelo país quando ministros, comparando os governos Lula e FHC - cada um defendendo o seu lado. Ora, a quantidade de dados que vêm sendo transmitida ao eleitor além de exagerada é cheia de controvérsias, o que deixa a população confusa. Afinal de contas, Serra foi ou não o criador do seguro-desemprego? E o pedágio caro em São Paulo do PSDB? E o PAC de Dilma, alcançou os objetivos? Foi concluído? E as estradas federais? Falta explicar muita coisa.
Enquanto isso, o partido Verde ainda não decidiu quem vai apoiar. Mas isso fará diferença? Quem votou na Marina está cansado de ver dois partidos se intercalando no poder. Daí a sua expressiva votação do eleitorado jovem, que busca novas alternativas. Marina vem demonstrando tamanha neutralidade que o destino dos seus 20 milhões de votos no segundo turno é um grande mistério. Ela saiu do PT por discordar de algumas ações do partido. O fato não garante que os “marineiros” vão se simpatizar com Serra. O que está garantido é uma disputa acirrada até o último instante – o debate da Rede Globo.
Uma campanha eleitoral exige do político entre outras qualidades desenvoltura e resistência pra viajar de norte a sul desse país continental. Todavia ninguém está trabalhando tanto como os marqueteiros. Os programas eleitorais se renovam todo dia, sempre respondendo aos ataques do dia anterior. Caro eleitor, todos nós devemos prestar bastante atenção. Temos uma Copa e uma Olimpíada que pode ser proveitosa para o Brasil. Temos um grande abismo em nossa educação que separa pobres de ricos, apesar da promessa de crescimento econômico consistente e contínuo para os próximos anos. Contudo não direi a ninguém para votar no candidato “a” ou “b”. Logo eu, que no artigo passado defendi uma campanha publicitária limpa, devo influenciar as pessoas? As opiniões, por mais diversas que sejam, devem ser respeitadas.
Respeito aquele que votou no Tiririca. Entendo que o Legislativo enfrenta uma grave crise moral. É uma doença que parece não ter remédio, mas gerou, paradoxalmente, um grave “efeito colateral”. Foi eleito um homem do qual nada sabemos. Nada. O leitor pode estar pensando: “Mas você não disse que não iria influenciar ninguém?” Veja, de qualquer forma, o fato está consumado. Além disso, eleger alguém que não existe foge à ética do cidadão. Quem receberá salário no fim do mês: o personagem Tiririca ou o... Como é o nome dele mesmo? Ora, existe alguém por trás da máscara. Mas não votaram nele, e sim num personagem, como se Brasília, a cidade dos panettones e das cuecas recheadas com dinheiro, fosse fictícia. Sabe-se lá como são os demais. O povo mal sabe o nome dos eleitos...
Vamos analisar bem as nossas futuras escolhas! Tenhamos calma na hora de decidir, pois já basta os presidenciáveis estarem histéricos e termos um humorista no congresso. Alguém precisa tomar decisões ponderadas. E este alguém somos nós. O desespero já elegeu um comediante, seguindo a velha máxima dos momentos difíceis: “é melhor rir pra não chorar”. De modo que o próximo presidente terá muito que fazer. É preciso tranquilidade e seriedade. Com desespero ninguém chega a lugar algum. A não ser o Tiririca, com esse “voto de protesto” que na verdade é um voto “kamikaze”, suicida.

Rafael Cardoso

Seria interessante se a sociedade pensasse um terço como você Rafael, teríamos um país mais inteligente e consciente. Já pensou em se candidatar, rapaz? rsrsrs

J.H.C

O marketing e a política

Em Atenas, na Grécia Antiga, todo cidadão tinha o direito de participar pessoalmente da vida política da cidade. Porém nem todos eram considerados como um. Somente os homens com mais de trinta anos de idade tinham esse privilégio. Hoje temos no Brasil uma democracia ampla, onde todo brasileiro ou estrangeiro naturalizado é cidadão perante a lei. Mas a população cresceu tanto que não é mais possível reuní-la num só lugar para defender os seus direitos e apresentar soluções aos seus problemas. Por isso elegemos representantes para as decisões da nossa sociedade.

Infelizmente, quase sempre os conhecemos apenas pela televisão. Tudo o que ouvimos deles não é espontâneo, pois foi minuciosamente planejado por publicitários. Ajudar o candidato a expor suas idéias de maneira atrativa é absolutamente normal. O problema é quando esses profissionais criam eles mesmos essas idéias e/ou manipulam dados conforme a conveniência. Um exemplo: às vésperas das eleições, candidatos desesperados deixam projetos simples e viáveis de lado para dar lugar a promessas mirabolantes, como se o pleito não passasse de um leilão onde quem dá mais, leva. Mas será possível cumprir tais promessas? Quantas vezes já não vimos esse filme antes...

O marketing é um aliado essencial dos candidatos. É ele quem costuma decidir o que será dito (ou não) ao público. Em 2008, muitos candidatos a prefeito estavam em terceiro lugar nas pesquisas três meses antes da eleição e, no entanto, venceram o primeiro turno. Suas campanhas foram sensacionais. Com bastante tempo na TV e no rádio, redigiram excelentes discursos que exibiram ao eleitor a história de seus políticos, dando-lhes personalidade diante do povo. Antes desconhecidos, acabaram se tornando os preferidos do grande público.

Fica evidente que o tempo disponível para propaganda nos meios de comunicação é um fator importante para a vitória. Não é à toa que partidos com diferentes ideologias esquecem suas divergências e se unem; pois quanto maior a coligação, mais tempo conseguem para mostrar suas propostas. O resultado dessa irresponsabilidade muitas vezes é a formação de governos “rachados”, que têm dificuldade para desenvolver seus projetos.

Projetos. Durante um mandato a população geralmente desconhece o que está sendo ou deixa de ser feito. Chegam as eleições e tudo aparece: escolas novas, hospitais sem filas, idéias que deram certo. O eleitor, se não tomou cuidado fez conclusões equivocadas, porque a análise de quatro anos de governo não se faz em dois meses, pois a propaganda eleitoral não tem imparcialidade. Quanto aos novos candidatos, é necessário pesquisar, entre outras coisas, o passado deles e o porquê estão entrando para a política agora. Fazer isso é bem mais fácil atualmente do que há tempos atrás, graças à internet.

Cabe a nós decidir o futuro. Quanto ao presente, podemos decidir entre dois: o que de fato existe e aquele que aparece na propaganda. Com senso crítico e responsabilidade, a população entenderá a importância do voto e saberá discernir -quase sempre - a verdade da mentira. É claro que por mais bem-intencionados que estejamos poderemos nos enganar algumas vezes. Mas somente desse modo, tentando separar “o joio, do trigo” haverá mais respeito à inteligência do eleitor por parte dos candidatos e seus respectivos “marqueteiros”.


Rafael Cardoso


Um senhor pensativo, uma pessoa além da idade, com uma sabedoria inacreditável.


Obrigada Rafael, por me proporcionar mais esta.


J.H.C