do que me adianta gostar de batata se é o arroz que como todos os dias?
do que me adianta imaginar os cafezais se é dos concretos que viverei?
do que me adianta pensar nas abóbodas arroxeadas se será da claridade cinzenta de que me contentarei?
de nada para mim vale as conjunturas astrais se ao chão estou presa...
de nada para mim vale a tortura se o final já é certeiro...
dor vem e vai, o importante é o ensinamento.
Jessica Curto
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