Páginas

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Carta

Ao chegar, o papel

É estranha sensação:

A dor se foi. Então

O “já” é eterno céu

O instante não é em vão

A palavra é um mel

Que afaga o coração.

Porém o tempo passa

Sem trazer algo novo

(Preciso ver a escassa

Palavra do meu povo!)

Por que por mais que faça

Da gema todo o ovo

A saudade não passa,

Volta sempre de novo.

Rafael Cardoso

domingo, 4 de setembro de 2011

A quietude de um olhar



Aqueles olhos, aqueles olhos verdes..
me trazem TANTA paz quando os olho,
nada nunca se comparou a calmaria
que esses olhos me passavam, era como se
mesmo que o mundo a minha volta desmoronasse
se eu olhasse para eles.. tudo estaria em paz,
não sei o que está acontecendo comigo,
o que está acontecendo comigo?
Será possível?
depois de tanto tempo
assim tão derrepentemente
um anjo ter aparecido quando eu menos esperava?
um anjo dos olhos verdes..
aqueles olhos.. seus olhos,
tão profundos, dizem tantas coisas
e me fazem parar de pensar
meus problemas nem existem mais
quando vejo aquela cor..
verde que me faz pensar no lado bom das coisas
me trazem forças..
verdes, verdes de esperança!
São tão diferentes de tudo que já conheci,
não são apenas bonitos,
eles são mágicos..

Vanessa Curto

sábado, 3 de setembro de 2011

Escola

Vamos revisar o que aprendemos?

Na Matemática, o oposto e o inverso são propriedades inteiramente contrárias

Em história, Gonçalves Dias deve ter sido beatificado pela Ditadura Militar

Mas parem tudo, oh, congelem o rosto!

Promoção da velha nação brasileira:

Compre já o mais novo imposto

Ganhe de grátis uma geladeira

Opa, isso não faz parte do ano letivo

Apenas da arte de ser criativo.

Suor, estresse e labuta

No corre-corre diário

Tem gente que vai à luta

Procurando, no trabalho

Buscar a grande permuta

Entre a peleja e o salário

Ambição na justiça

Oba, abóbora boa na OAB!

-Vambora!

(...)

Bora, bobo, o oba-oba é agora!

(...)

Bestão babando bombom

Bastou levando o bom bolo de abóbora

Buá... E agora?

A fome não foi embora.

Rafael Cardoso

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desejo

É lá que quero estar

Tão difícil ter na vida convicção

Quando se tem não se quer largar

Tão difícil ouvir o coração

Se possível não paro de auscultar

A alma e o órgão que bombeia

Desejo que pulsa forte na veia

Quase saindo da boca a gritar:

Dá licença, aqui não vou ficar!

Rafael Cardoso