quinta-feira, 12 de março de 2015

A CASA COMO MERO DORMITÓRIO

Será que ainda há tempo

Para dar uma passada em casa

E dizer a si mesmo

Que pouca coisa mudou?

Que a vontade de amar

E o desejo de ser

Ainda se confundem

Numa entidade tão dinâmica?

Bordoadas protocolares

Podem levar o sujeito

à concordata? Espero em Deus que não.

E pensar que eu sabia da ambivalência

Contida na promessa de vida estável. Nem tão estável assim...

A tantas situações,

O meu mais belo desprezo.

Rafael Cardoso

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