domingo, 14 de julho de 2013

Cotidiano

Em muitos momentos do cotidiano, 
tenho me sentido sozinha 
e a estrada da vida me parece cada vez mais vazia, 
sem cor, sem flores, sem vozes e cantos, 
sem  vida, enfim.

 E nela só percebo a mesma velha poeira
 que me encobre e faz arder os olhos, 
que volta e meia se levanta e se abaixa,
 mas que sempre me cega em 
qualquer um dos movimentos...
 A mesma poeira da rotina 
que me faz por vezes chorar.

 Sinto-me sozinha, de novo e de novo... 
e de velho também,  se assim posso dizer.
De velhos dos tempos e 
de velhas lembranças apagadas 
e também empoeiradas, 
na minha mente tão ocupada de teorias 
e tão vazia de sonhos.

Porém sinceramente, 
Aos 20 outonos da vida, 
Ainda acho bobagem essencial
sonhar com a primavera... bobagem,
Ainda mais quando se há de lutar bravamente
para sobreviver  ao inverno que todo ano 
de nós pobres, rouba as energias internas para 
Dissipar o inútil das máquinas, mas vital: calor valor.

N. Bonani


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