terça-feira, 14 de maio de 2013

Aula de educação sexual


''Incrível é a sorte''.

Ela era literalmente gostosa, o que todo homem precisa em uma mulher: O que todo homem como eu precisa, ficaria melhor, por isso tive que matar essa ''deusa do sexo'', pois não seria justo tamanha perfeição de mulher passar por mim sem ser ''comida. Ela, um demônio quente, fogoso e rubro.
Vítima de minha gana mesquinha e um pouco devastadora, pensando bem agora, foi uma pena ter sido tão rápido, poderíamos ter brincado mais.
Sexual, assim que posso descrever sua personalidade. Na verdade isso é o que realmente importa no final das contas, carne quente e viva, viciante para alguém como eu. Gostosa, sim. Muito gostosa!

Verão em São Paulo, ou seja, significado de mulheres com nenhuma roupa e de verdadeira volúpia correndo por toda a pele ao menor toque de ar, verdadeiro Self Service a céu aberto, e eu como de costume, saia para caçar sem qualquer plano para uma ou outra presa certa.
Depois de mirar duas ninfetas de dezoito anos ou um pouco menos, do absoluto nada, ela simplesmente surgiu, como um fantasma, belo exemplar de loira, corpo apetitoso no modo literal, cheirava suavemente a perfume ''Angel'' e usava roupas extremamente curtas e tão coladas e brilhantes que a deixavam parecendo um presente a ser desembrulhado e aberto. Eu queria ser aquele a desembrulhar e abrir esse presente excitante.
Acabara de estacionar seu Celta tunado há poucos segundos e já roubara a cena. Frente a essa visão, as minhas prováveis ninfetas de ''entrada'' matutina não tinham valor. Não consegui conter o quanto ela me era ''deliciosa'' e na mesma hora pensei ''foda-se as ninfetas no café, eu só quero a loira de sobremesa''.
Sem qualquer escrúpulo me aproximei e disse uma daquelas gracinhas dignas de um macho visivelmente louco de desejo, algo como ''sua roupa é dez e na minha cama é cem'' e para meu total e completo espanto, ela piscou de modo fogoso e lambeu obscenamente os lábios com a língua úmida e vermelha e disse ''na minha cama é bem melhor, mas nesse carro é cem''.
Entrei no Celta. Sentei ao seu lado, não me contive de novo, e assim que pisei o pé dentro do veículo a medi de modo descarado. Ela novamente disse uma coisa quente e sexual ''Prefere olhar mais a fundo?''
Achei que não conseguiria me segurar e que faria tudo ali mesmo. Sentia que a qualquer momento ela perceberia que eu não queria apenas transar selvagemente com ela, mas queria ela na minha mistura de arroz com feijão.
Sua mão direita foi entrando pelo meu jeans, segurando firme o volante com a outra mão, ela mantinha a marcha. Voando a mais de cem por hora, muitas mil horas por segundo, ou seria ao contrário? Luzes e carros cortando essa cena de puro impulso luxúrico, muita fogosidade e depravação.
Sentia-me bêbado com vinho doce e suave a deslizar pela garganta.
Enfim paramos em um campo deserto e afastado da cidade, parcialmente escuro e somente iluminado pelas estrelas do começo da noite. Sim, ficamos voando pelo asfalto de manhã até o fim da tarde e começo do anoitecer.
Agora era minha chance. Mas por que a pressa? Eu posso brincar com a ''comida'' antes de abocanhar de uma vez, como a um prato saboroso que se come sem mastigar e às garfadas seguidas e loucas.
Isso me fez lembrar que devia pegar meu faqueiro novo que estava na casa de um amigo, depois de um churrasco de feriado. Que droga! Isso tinha que ser lembrado agora? Merda!
Enquanto pensava em abocanhar, ela já tinha me abocanhado de leve em um lugar certo e de modo muito intenso e molhado.
Colocou um cd de black no player do carro. Era uma cantora que eu conhecia muito bem, a apetitosa ''Deusa de ébano'' Ciara. O som era ensurdecedor nas caixas do Celta tunado. Conhecia bem aquela música, sempre a ouvia após o jantar. Eu adorava seu refrão, que era ''você é como filé mignon''.
Obcecado e bêbado em todos os sentidos, esse era o meu jeito diante aquele momento em que todos os meus instintos fisiológicos e mentais gritavam fortemente. Não segurei uma sutil mordida no seio esquerdo dela, que na mesma hora se transformou em vermelho escuro marcando o local, mas ela não reclamou.
Estávamos em uma luta vertical de dominação dentro do Celta. Deitamos no banco de trás do carro e começamos finalmente a desenvolver nossos desejos.
Quando tudo partia para o selvagem sexo e o mais depravado prazer, ela lembrou-me de algo importante para ela, porque pra mim era indiferente, já que ela não ia viver por mais um dia. Sim, ela lembrou-me da bendita camisinha.
Por fim ela me deu uma aula de educação sexual como se deve ser dada.
Fizemos todas as partes do livro ''Sutra'' em, julgo eu, alguns segundos e, por fim, tivemos juntos a morte dos franceses, o orgasmo mais forte que já senti em relação copulativa.
Ela estava cansada e essa era a minha hora de ''entrar'' mais uma vez em cena. Não adiantava gritar, pois ninguém poderia ouvi-la naquele lugar desértico e, por fim, após lutar bravamente comigo, ela morreu, estrangulada com minha camiseta presa ao seu pescoço, sua língua mole e imobilizada mostrava que o serviço estava quase completo.
Comi sua deliciosa carne e até lambi os ossos. Carne bronzeada e com cheiro de tesão e medo, devorei-a com muito respeito pelas horas de prazer que ela me ofereceu minutos atrás.
Tudo o que um homem como ''eu precisa'' de uma mulher, carne e sexo.

Leonardo Ragacini

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