terça-feira, 9 de abril de 2013

Oz – Mágico e Poderoso



A produção da Disney “Oz – Mágico e Poderoso” começa com uma temática circense até a primeira parte da trama, quando o mágico chega a Oz. O ilusionista Oscar Diggs (James Franco) trabalha em um circo itinerante, no Kansas, no ano de 1905. Antes de se apresentar, ele combina com uma moça para que participe do seu truque de levitação. Na hora de fazer o número tudo vai bem, até que uma menina pede ao mágico que a faça andar. A família e a plateia imploram, mas Oscar não pode atender ao pedido. E termina o espetáculo sob vaias e pipocas.   
De volta a seu trailer, Oscar encontra Vanda, sua antiga paixão. Ela o avisa de que vai se casar em breve, por pressão da família. Mas enquanto se despedem, eis que surge um homem furioso com o mágico: começa uma perseguição pelas tendas do circo. Oscar entra num balão e consegue escapar, mas vai em direção a um tornado. Pode-se dizer que aqui termina a primeira parte do longa, que é toda em preto-e-branco.
O balão é sugado sem resistência para o epicentro do tornado e ele faz uma promessa: se não morrer, promete ser uma pessoa melhor, que pensará um pouco mais nas outras pessoas. De repente o balão chega a uma terra espetacularmente bela. O filme ganha cores incríveis graças à vegetação do mundo de Oz.
A primeira pessoa que o mágico encontra é a bruxa Theodora (Mila Kunis). Eles enfrentam alguns perigos até chegarem à Cidade das Esmeral-das, onde ele é apresentado à Evanora (Rachel Weisz). Ela lhe conta que a bruxa má quer conquistar o trono e segundo uma profecia ele é o único que pode detê-la.  Se conseguir, se tornará o rei de Oz, um mundo onde tudo funcionava bem até as forças das trevas tomarem o poder. Tomado pelo desejo de ser rico, Oscar resolve ajudar mesmo sabendo que não é um mágico de verdade.
Antes de conhecer Evanora, ele se enamorou com Theodora e disse que governariam Oz juntos. Mas ao deixar a Cidade das Esmeraldas para derrotar a irmã das duas, nem sequer se despediu dela. Evanora mostra à irmã que o mágico é um enganador e propõe que se unam para matá-lo. Para isso, dá-lhe uma maçã verde que transforma qualquer pessoa boa em má. Theodora come e adquire um aspecto horripilante, que ela faz questão de manter para que seu ex-amado veja o mal que lhe fez.
Durante sua jornada, o mágico consegue dois companheiros: o macaco alado Finley, que lhe jura lealdade para o resto da vida, e uma bonequinha de porcelana. Seguindo as placas, os três chegam até a bruxa Glinda. Quando roubam sua varinha, percebem que ela não é malvada. Glinda é incrivelmente parecida com Vanda, a ex-namorada do ilusionista. A bruxa explica a verdadeira situação: seu pai foi morto por Evanora, que vem assolando Oz com sua crueldade. O mágico resolve ajudar Glinda na luta contra as bruxas maléficas e é levado a uma enorme bolha, dentro dela estão os habitantes exilados de Oz. 
O mágico precisa de um bom exército, mas observa que os habitantes de Oz são criaturas pacíficas. Há os inventores, os dançarinos e os trabalhadores comuns. Acredita que será impossível vencer os soldados inimigos e conta a Glinda que não é mágico de verdade. Mas antes de deixar Oz, Oscar fala com a menina de porcelana sobre Thomas Edson. Conta-lhe que ele era um homem que via o futuro, que fazia muito com pouco, que tinha determinação e inventividade. Pessoas assim é que conseguiam vencer na vida, porque eram persistentes naquilo que lutavam. De repente se dá conta de que não precisa ser um mágico de verdade. Tanto em Oz como em qualquer lugar, a verdadeira magia é desenvolver o potencial que se tem. Para ganhar a guerra, talvez não seja necessário armas essencialmente bélicas, mas sim um pouco de criatividade.
O mágico de Oz ensina a seus inventores sobre o cinema, os fogos de artifício, a eletricidade e várias outras invenções que revolucionaram o início do século XX. Com um pouco de estratégia, bastaria amedrontar os adversários com armas que eles desconheciam. Após certo tempo, o exército de Oz avança até a Cidade das Esmeraldas. É como se quisessem retomar a capital.
Disfarçado de guarda e graças a um espião, Oscar adentra os portões da cidade sem maiores problemas, com alguns parceiros. Enquanto isso, os dragões das duas irmãs se lançam sobre um punhado de espantalhos que distraem as inimigas. Glinda dá suporte mágico ao plano, mas é capturada por suas irmãs e levada à praça central, onde será executada diante da população.  
O mágico diz que seu último truque será o melhor: ele solta um balão cheio de ouro em pleno céu. Todos pensam que ele está à bordo, que fugiu de fato, que não tomou jeito e se manteve egoísta. Theodora acerta o balão com sua magia e derruba-o. Instantes depois, surge um holograma em preto-e-branco do rosto de Oscar no local da queda. Todos ficam pasmos com o que seria o seu espectro, porém, é só projeção. Fogos de artifício são lançados, truques de mágica se espalham pelo ar. Theodora resolve fugir enquanto há tempo e Evanora escapa depois de perder o seu colar da juventude para Glinda, que escapa do cárcere com a ajuda da menina de porcelana. 
Para efeito de compreensão, a maioria em Oz acha que o mágico morreu e virou um fantasma protetor. Assim, com esse último truque de ilusionismo, o ilusionista procura proteger Oz de qualquer inimigo. A liberdade é restaurada em Oz pelo mágico que não faz magia.
A adaptação da obra de L. Frank Baum para o cinema procurou mes-clar alguns trechos dos livros que compõem a história original. Mas uma das modificações mais notáveis é que a Cidade das Esmeraldas já está pronta quando Oscar chega, e não é construída por ele como nos livros do autor. O espantalho apareceu sob uma forma sindical, ou seja, um exército de espantalhos, que fizeram uma rápida aparição na obra e nem ganharam presente do mágico. Mas para os novos protagonistas ele deu presentes muito simples, como uma máscara para o ajudante ranzinza, a sua amizade para o fiel escudeiro Finley e o seu amor para a bruxa Glinda.
Fica claro qual é a moral do filme. Ela reverencia o empreendedoris-mo. Em vez de procurar uma fórmula mágica para os nossos problemas, devemos nos entregar ao trabalho. No filme, somente ele nos conduz à liberdade. Mas para que a trama não deixe o amor de lado e cheire a capitalismo selvagem, a problemática da conduta vira pano de fundo. Oscar é extremamente egoísta e arrogante em boa parte da trama, principalmente com seus subordinados. Ao entrar na Zona protegida de Oz, quase fica de fora: apenas os de bom coração podem passar pela bolha que envolve o lugar. Mas graças a sua persistência no trabalho, desenvolveu as características que um bom homem deve ter: respeito, generosidade e disposição para agir.

Ficha técnica: Oz – Mágico e Poderoso

• Lançado em: 8 de março, nos Estados Unidos
• Direção: Sam Raimi
• Trilha Sonora: Danny Elfman
• Adaptação de: The Wizard of OZ, The Wonderful Wizard of Oz.
• Duração: 130 minutos.

Rafael Cardoso

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