quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ela não é capaz de limpar sua própria porra sozinha

Chupando-me como um pirulito
Depois diz por ai que eu sou “senhor aparecido”
Talvez devesse ser sua embalagem
Enquanto me enchia da merda do seu “desconteúdo”
Mas não quero ser como merda que você é
Podemos enxugar o melado
Depois tomar um banho juntos
Podemos nos aniquilar
Entre quatro pernas
Mas não podemos conviver
Essa que é a verdade
Não pense que sou algum tipo de seu viciado
Antes ou depois de... Existem muitas
Sempre saberei viver sozinho
Porque sei como é
Onde devo conviver comigo
Nossa vida é uma sinuca
Eu sou o taco e você a caçapa
Não sou nem de longe o melhor que te...
Mas com certeza não serei o último
Com certeza sua garganta é mais funda
Que seu buraquinho
Talvez seja mais gostosa
Sou tão cretino quanto é vadia
Então estamos empatados
Poderia ter me cobrado
Talvez passe a respeitar
Cinco centavos é troco
Esse é nosso tempo de jogar
Não vou sair daqui.

Leonardo Ragacini

Imagem de Alan Cassiano

2 comentários:

  1. Olá, amiga Jéssica!
    Amor e ódio convivendo nesse poema intenso.
    Muito intenso.
    Abçs,
    Cármen Machado.

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  2. Olá Cármen,

    obrigada pela visita, este poema representa o que muitas pessoas vivem todos os dias, um misto de sentimentos intensos.
    Fico feliz que tenha gostado ^_^
    Beijos.

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