domingo, 12 de agosto de 2012

Silenciosa sintonia

A silenciosa sintonia entre um pai e seu filho é um mistério. Ao mesmo tempo simples e enigmática, ela surge nos primeiros dias de vida. Claro que os bebês quase só têm olhos para a mãe, mas, se eles vissem mais atentamente, perceberiam um pai orgulhoso que é só sorrisos no canto da sala.
Curiosamente, nessa época os pais cumprem tarefas árduas com grande prazer: trocam fraldas, acordam no meio da noite com os gritos desesperados de um pequenino apavorado com o mundo. Mundo esse que mudou; hoje não cabe só às mulheres zelar pela educação de seus filhos. O pai também vai às reuniões de escola.
Como é lindo ver o filho aprender as primeiras letras, os números, as cores e as coisas em geral... Felizes os homens que participam desse processo importantíssimo na vida de suas crianças. E por estarmos no Brasil, é incrível a influência deles em cima delas para que torçam pelo mesmo time de futebol.
Mas sempre que a gente gosta do momento, o tempo voa e a vida muda. De repente o menino já é rapaz, e a menina, moça. É hora de pensar no futuro. E depois das muitas crises que nós, “aborrescentes”, lhes proporcionamos, vem a maturação da vida adulta. Tempo no qual, mais do que nunca, o aprendizado entre pai e filho é menos linear e mais recíproco.
O tempo não para, as pessoas envelhecem e no final... O final pouco importa. Importa é estar com quem se ama hoje, ou ao menos reviver na memória as lições – essenciais e inesquecíveis – de quem já se foi. É maravilhoso poder confiar e amar alguém. Estar vivo é desfrutar de boas companhias, são elas que dão sentido à vida.
Parabéns aos pais pela luta que enfrentam todos os dias e pela postura incansável que assumem em nome de nós, homens e mulheres, adultos e crianças, seus eternos filhos.

Rafael Cardoso

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