domingo, 22 de julho de 2012

Morte ao seu sonho resplendoroso

Não preciso de permissão
Para estar onde estou
Cortei o coração
Raptando esse maldito sonho resplendoroso
Clamoroso e vermes
Resisto ainda na insensibilidade
Confundi as minhas “aversebilidades”
Não preciso de permissão para estar
Odiosamente frustrado
Congelando a alma que me falta
A escrita história falsificada
As plásticas e bisturis mentais
Não suporto a idéia do novo dia
Um dia mais da paz mundial
Grande piada helenística
Morte renascente
Sangue dos sem fé
Os olhos luciferianos dentro de mim
Insensibilizado
Com toda essa meiga produção virulenta
De um sonho resplendoroso
De união universalmente desinteressada.

Leonardo Ragacini


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