quinta-feira, 31 de maio de 2012

Momentos Leonardo Ragacini


Uma pequena seleção de alguns poemas e trechos de cartas que escrevi ao longo, dos meus poucos, dezenove anos. Não são obras primas, e muito menos, eruditos e perfeitos, mas o que os fazem especial são o que expressão em suas emoções.
São frutos de momento de amor, raiva e sexo que me fizeram refletir e agredir as palavras, mas, acima de tudo, me fez crescer.


Leonardo Ragacini

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O verdadeiro amor, afinal...

Eu só queria que essa dor parasse.
O problema é que eu não sei como.

Ela vai e volta, vai e volta, vai e volta.

Não quero te amar, é tão difícil assim te esquecer?
Você é horrível, e eu tenho consciência disso.
Você não serve pra mim
Você não é o homem que eu sonhei para ser o pai dos meus filhos
E muito menos para me acompanhar o resto da vida

Eu sei que se te namorasse viveria cheia de chifres
Eu sei que se te namorasse veria você pagando pau para outro
Neguinhos, Neguinhas pelo mundo.
E não me refiro à cor, antes que você pense que seja preconceito de minha parte.

Eu sei que teria que aguentar a sua chatice
Eu sei que teria que viver irritada
Eu provavelmente morreria de estresse

Eu tenho consciência do quão podre e horrível você é
Eu tenho nojo do seu passado
Mas eu acho que achei o real sentido de amar

Mesmo sabendo disso tudo
mesmo assim, eu ainda o quero
e não sei por que
não sei... sempre fui a dona do controle da minha vida,
mas ela está um caos ultimamente
e eu ODEIO o caos!
Mas eu não consigo controlar

Mesmo sabendo de tudo,
tendo a certeza que você me faria muito mal!
Eu ainda o quero...

Me chame de burra, eu não ligo.

E eu falei tão mal daquelas imbecis no passado
e de fato o eram, não me arrependo
mas estou me transformando em uma
e não quero isso pra mim

O mundo é cheio de gente e eu posso conhecer outras pessoas
Várias outras melhores
e eu tenho consciência disso
mas eu não quero
não quero se não for você
não quero!

Por quê?

Isso é amar, afinal?
Não ligar para nada, apenas querer a pessoa ao lado?
Nossa que absurdo!
Ridículo!
Se isso é amar, quero jogar meu coração fora, ele está podre.
Escolheu a pessoa mais horrível do mundo para se entregar!
Ele é burro???
Com tantas outras oportunidades melhores...
E eu estou disposta a arrancar o meu coração e entregá-lo em chamas para você

E você, seu imbecil, quer é mais que se foda
Não liga pra mim
fica fazendo os seus joguinhos...

imbecil, é isso que eu sou
uma grandessíssima imbecil!
Amar... por que inventaram o amor? Ele é simplesmente patético!

Srta. Polanikuous

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sol e Lua

“Você chegou no momento em que eu estava a ponto de acreditar que a vida não valia mais a pena. Me fez rir, me fez chorar, me fez sentir sensações que não sentia há muito, muito tempo. Eu me apaixonei por você depois de conhecê-lo, de saber de sua vida, sua história, seus gostos, seus desejos, suas crenças. Eu queria fazer parte do seu futuro, engrandecê-lo e alegrá-lo, pois a sua felicidade era a minha naquele momento. Mas eu percebi que isso não era possível, pois seus desejos não eram compatíveis com os meus. Você não me amava como eu o amava. Você sempre me viu como amiga, uma confidente. Uma pessoa pura na qual podia confiar, na qual não via malícia ou qualquer interesse. Não me via como mulher, mas um ser divino e assexuado, capaz de tranquilizá-lo, fazê-lo esquecer de seus problemas, aconselhá-lo e elogiá-lo. E cada vez mais eu me via diante do impossível de ser alcançado. Parecia que éramos, afinal, iguais a Lua e o Sol: você fazendo o papel de Sol, o astro, o imponente, o belo, o flamejante e eu, fazendo papel de Lua, refletindo sua imagem em meus olhos, mudando minha aparência de tempos em tempos para lhe chamar a atenção, dando foco aos apaixonados para me iludir com o sonho de, um dia, estar junto de ti da mesma forma que os demais casais. Mas não nos encontrávamos da maneira que eu almejava. Você me encobria à visão, tornando minha vida um eclipse, na qual não importa mais nada ao redor, com exceção de sua grandeza imponente. Um amor belo, mas impossível de ser concretizado. A distância dos corações era grande demais para ser percorrida. Então me encobri ao meio das nuvens, apenas demonstrando uma luz anêmica no brilho de meus olhos. E assim, a vida continuou, seguimos caminhos distintos e iluminamos outros seres que nos mimaram e nos celebraram”.

Essa história, mesmo não possuindo o final desejado, foi feliz em seu discurso, assim como muitas outras que pairam sobre a cabeça das pessoas, pois nem todos os contos possuem o final esperado, o que não significa que este não deva ser ao menos, feliz.

Lucas de Figueiredo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

E-Vlog - LE MATRIX

Hey pessoal,

vejam o que acabou de sair do forno!! O talento e a imaginação desses meninos não param jamais!!!

Incrível!!!

Comentem aqui em baixo o que acharam =P

Beijos,

Jéssica Curto

domingo, 27 de maio de 2012

Inquebrável...?

Não é porque as pessoas te maltratam que eu também vou te maltratar.
Não é porque as pessoas são cruéis que eu também vou ser cruel.
Não é porque as pessoas te abandonam que eu também vou te abandonar.
Embora eu tenha tido uma imensa vontade naquele momento...
Pare por favor, de me comparar com os outros.
Pare por favor, de achar que todos são iguais...
E então você descobre que a sua amizade é descartável.
E então descobre que todo o seu ser é descartável.
Que você não presta pra nada,
mais um em meio à tantos,
que diferença você faz afinal?
Um vídeo game, ou uma joia cara são mais importantes,
são mais valorizadas.
Objetos materiais que são compráveis valem mais do que a sua amizade
pura,
sincera,
profunda
e que não tem valor.
Você é descartável assim como todo o resto que existe no mundo.
Você é só mais um.
E então você descobre que todo o mar de rosas que você tinha montado na sua cabeça imbecil,
era uma grande mentira.
Que tudo era muito fútil.
E então você descobre que todos são assim,
e então você se sente só
e vazia,
porque você não quer fazer parte desse meio hipócrita,
ridículo.
Porque você sabe que não é assim,
porque você, diferente dos outros, valoriza o que as pessoas realmente são,
o que elas realmente tem para te oferecer.
E então você descobre que ninguém esta interessado em saber,
que ninguém realmente liga pro que você acha ou deixa de achar.
Seus sentimentos são descartáveis,
não valem para nada,
meras palavras jogadas ao vento.
E então você percebe que a sua espécie morreu há muito tempo,
e que agora você vai ter de lutar sozinha.
E você se sente triste por isso,
mas você sabe que não tem volta,
e assim como tudo é descartável,
você também é.
E assim como as pessoas são ridículas,
você também é.
Aos olhos delas,
à maneira delas.
E então você nota que quer fazer a diferença,
mas repara que não adianta,
porque o mundo esta podre demais para ser salvo,
porque as pessoas são podres demais para serem inquebráveis.
E então você vê que foi iludida a vida inteira,
e o seu conto de fadas,
mostrou que a vida é cheia de madrastas!

J.H.C

sábado, 26 de maio de 2012

Solução da Escrita


Acho que entendi...
A questão não é simplesmente escrever...
Mas quando se trata de dor, lágrimas devem rolar.

Srta. Polanikuous

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Escrever

Escrever sempre foi o meu maior prazer
e o modo de me livrar de toda a minha dor.
Sempre foi a minha cura psicológica,
onde eu expressava todos os meus sentimentos
onde eu demonstrava todo o meu sofrimento.
Através dos meus personagens eu sou eu mesma
sem medo dos julgamentos
sem medo das pessoas.
Escrever sempre foi muito fácil
e também muito difícil.
Escrever com o coração nem sempre agrada,
ver encalastrado no papel tudo o que você sente
aquele monstro verde dentro do seu peito
nos faz ter vontade de rasgar o papel
arrancar o coração.

Escrever não anda resolvendo.

Eu queria escrever sobre amor,
e acabei escrevendo sobre terror.

Escrever não anda dando certo.

Escrever sempre foi a minha cura psicológica
a minha auto cura
o modo de me livrar da depressão tão presente
o modo de chorar com desculpas por uma emoção falsa
o modo de sorrir com lembranças verdadeiras
o modo de ser feliz ao meu modo.

Mas escrever não anda mais dando certo.

Eu não sei lidar bem com várias coisas,
críticas então, nem te falo.

Escrever não anda dando certo,
pessoas falsas ao meu redor só estão aumentando
não aguento mais isso
não aguento mais esse mundo

Escrever não está resolvendo nada

Lágrimas já rolam pelos meus olhos
e o que eu estou fazendo?
Estou deixando fluir a escassez do pouco que resta do meu ser
Estou me deixando entregar.

A minha vida inteira eu tive mais momentos de dor e sofrimento do que de felicidade
Aliás, a felicidade não gosta da minha companhia
Acho que ela se sente ameaçada com o fato de eu sempre levar felicidade para os outros
Sempre escondendo toda a minha dor por trás de um sorriso.
Não, não podemos afetar os outros com o que estamos sentindo.

O seu sentimento é exclusivamente seu e você não tem o direito de espalhá-lo por ai se ele machucar.
Seria como vender câncer, não é correto!

Mas escrever...

Escrever sempre foi a minha maior essência
o meu maior sonho
A minha maior solução

E não anda dando certo.

Vou me entregar a esta dor que corroe o meu peito
me desfazer deste mundo para nunca mais voltar
se céu, inferno ou qualquer outra coisa existe
que esteja pronto para me esperar

Se as consequências são boas ou ruins
só existe um meio de descobrir
mas não vou poder relatar por escrita

Mas quem se importa afinal?
Escrever não anda mais dando certo há muito tempo mesmo.

Srta. Polanikuous

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Olhos

Olhos, meu amor?
Olhos?
Os seus olhos são o que você tem de mais belo,
são a pura demonstração dos seus reais sentimentos
Olhos castanhos,
Olhos bonitos,
Olhos sinceros!
Amo os seus,
que deixam os meus tão fixos
nesse brilho que faz parecer
duas estrelas no mais negro mar
do universo!

J.H.C

terça-feira, 22 de maio de 2012

KAORI - Perfume de Vampira

É com imenso prazer que venho hoje apresentar uma saga que satisfaz não só a mente como a alma, e esta é Kaori - Perfume de Vampira da consagrada autora Giulia Moon.
Não pense você que esta é apenas mais uma obra qualquer de vampiro, pois estará se enganando enormemente!
Apaixonante do começo ao fim, esta obra prende o leitor e o suga para dentro de suas páginas como quem suga sua presa até a última gota de sangue, lhe entregando em troca prazeres, diversão, dores e sofrimentos, mas que no fim lhe farão sem dúvida alguma uma pessoa mais forte e com certeza muito mais sábia!
O livro se passa entre o Japão antigo, onde lendas eram temidas e o comércio estava começando a se descobrir em meio a presença do Ocidente e em uma São Paulo caótica, onde gente é o que não falta e a tecnologia é de última geração!

Kaori é uma jovem japonesa à flor da pele, órfã de mãe, vive com o pai que é um trabalhador dedicado, mas as ideologias da epoca rezam para que as mulheres em determinada idade se preparem para casar e criar suas próprias famílias, com casas cheias de filhos e um marido para comandar.
A nossa pequena oriental, diferente das demais, não deseja viver esta vida, prefere muito mais ficar ao lado do pai, ajudando-o com seu humilde trabalho, embora saiba que o casamento com um bom partido traria um bom negócio para seu pai, que se nega a casar à filha nestes termos, principalmente com os últimos boatos que surgiram, de meninas que desapareceram misteriosamente.
A cafetina da região, Missora, é claro que não gosta desta ideia, principalmente por Kaori ser tão diferente e enigmática das demais garotas da epoca. Com medo de que sua filha seja obrigada a se sujeitar à esse tipo de coisa, o pai a manda para longe, para protegê-la, mas a nossa Madame Missora está determinada à ter o seu troféu, que lhe renderia sem dúvida alguma muitos pretendentes e muito dinheiro.
Kaori temendo pela vida do pai resolve retornar, e é ai que nossa história começa, entre conflitos chocantes de fúrias e estratégias racionais, nossa Kaori passa por mals bocados, com o intuito de conseguir vingar os males que a vida vêm lhe causando.

Por outro lado, estamos na São Paulo do século XXI, onde pessoas tem pressa, não olham por onde andam e só querem chegar aos seus destinos o mais rápido possível!
Sendo assim, fica fácil para um olheiro de vampiros se misturar e conseguir através de observações detalhadas, catalogar biotipos físicos desses seres sobrenaturais.
Samuel, um vampwatcher excêntrico, cheio de manias, trabalha para o IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudo de Fenômenos Fantásticos) o que, para alguém curioso ou até mesmo sem grandes habilidades é um feito e tanto, mas a profissão não é tão fácil como parece e os riscos de você não voltar vivo na manhã seguinte para o seu apartamento, são imensos!
Para azar de Samuel, enquanto aguarda que algo de novo aconteça, um desses meninos de rua surge para lhe pedir dinheiro, e vendo que o rapaz estava sendo sincero, acaba por comprar-lhe uma bela refeição, o que provavelmente foi um erro, pois esse tipo de coisa nos faz nos apegarmos, mesmo que momentaneamente, e foi o que aconteceu.
Depois de se retirar do local, percebeu, um pouco mais longe dali, o garoto na garupa de uma moto, de adivinhem só, um vampiro!
Sentindo-se na obrigação de salvar o pobre, Samuel se arrisca à enfrentar o valentão de pele de mármore, começando ai uma corrida contra o tempo, que levam-no à fatos cada vez mais complicados de serem desvencilhados.

Kaori não é um livro comum, em sua essência você se depara, desde a magnífica capa que é atrativa aos olhos mais críticos, a cenas de erotismo extremamente forte, com suas Antigas Artes de Submissão, até momentos engraçados ao qual seres possuem um palavreado tão estranhamente semelhante ao de índios que é impossível não dar uma gargalhada ou outra em determinadas cenas.
Comovente e cheio de emoções, esse livro vai fazê-lo ter dos mais profundos sentimentos de amor até os mais obscuros ódios.
E garanto à você, que ao terminar, a sua vontade será apenas uma... A de querer mais!
Kaori veio para ficar, e para marcar à todos com o seu inebriante perfume!


Um pouco de Giulia Moon:

Se você quiser conhecer um pouco mais a autora, acesse seu blog: http://phasesdalua.blogspot.com.br/

E adicione-a no facebook: https://www.facebook.com/giulia.moon

Beijos,

Jéssica Curto

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Safe & Sound (cover) - Sangerine

Hey pessoal,

hoje é um post bem simples, só queria compartilhar com vocês esse vídeo da linda da Sangerine, que fez esse vídeo cover da música de Jogos Vorazes e que eu amei!
Apreciem!!

Beijos,

Jéssica Curto

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PROMOÇÃO MARCA-PÁGINA ANNA CHIARA - NOVIDADES

Pessoal,

venho trazer uma novidade para os participantes da promoção dos marca-páginas da autora Anna Chiara.
Quem trouxer participantes para a promoção terá o nome acrescentado mais uma vez para o sorteio, é isso mesmo, seu nome será acrescentado a cada vez que trouxer um novo amigo para a promoção, você só precisa informar aqui nos comentários quem foi que você trouxe, as chances de ganhar só aumentam!!!
Então, corre e chama toda a galera que você puder pra fazermos essa super promoção bombar!!!

Se você ainda não é participante da promoção, é só seguir o passo a passo clicando aqui.

Beijos,

Jéssica Curto

sábado, 5 de maio de 2012

Jogos Vorazes - The Hunger Games

Há algumas semanas atrás eu me apaixonei por um livro chamado Jogos Vorazes, achei ele fantástico e simplesmente devorei-o em quatro dias!!!!!
Fui ver o filme e não achei tão BOM quanto o livro, mas isso já era esperado, a questão é que JOGOS VORAZES É INCRÍVEL!!!
É uma pena que as sequências não sejam tão boas, mas minha paixão por Jogos Vorazes é imensa[principalmente pelo Peeta, ainda mais com o Josh Hutcherson!!! *.*]
Achei esse vídeo na internet e PRECISAVA compartilhar com vocês!!!
Então aqui está minha homenagem para essa obra maravilhosa!!
Mesmo em Inglês, espero que gostem!!!

Beijos,

Jéssica Curto

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Falta pão

Pedem ao homem que pense objetivamente.
“Racionalidade, meu caro”.
Mas falta pão. E se falta
Pão, como olhar tudo de
Cima?
A vasta cultura
Que carregas, homem,
Aonde te leva?
Tantas citações,
Tantos livros,
Tantas lições de moral.
Mas se falta pão,
Meu amigo,
Nada há.

Rafael Cardoso

Um Sábado Qualquer

Pessoal,

eu já sou fã há algum tempo do blog Um Sábado Qualquer, acho as tirinhas do Carlos Ruas maravilhosas, e queria um modo de divulgá-lo sem plagiar o trabalho dele, eis que encontrei a solução!
Ele lançou um projeto mensal chamado ''Quer que desenhe?'' que consiste em, enquanto desenha, explicar mensalmente conceitos básicos de física, biologia, religião e filosofia. Achei a ideia fantástica, ''ensinar brincando''! Por isso, estou vindo aqui para dizer que, sempre que ele postar um vídeo novo nessa categoria, ele será postado também aqui no blog!
Espero que se divirtam!!

Confiram, vale a pena!

Beijos,

Jéssica Curto



quinta-feira, 3 de maio de 2012

O MEDO E A MODA

A moda manda ficar na média
Manda moldar-se ao mundo
Escolher a escola que lhe disseram melhor ser
E o emprego que emprega num segundo
Tentar sonhar é senha pra triste sina
De ver ser impossível fazer o que se imagina
A moda e o medo nos chamam a bordo.
A moda e o medo mandam desse modo.

A madame Medonha medra e muda,
Pois apara a aparência
E repara a aparência
De quem quer que seja:
Pode ser boa, esperta e cativa,
Mas se falta à moça a beleza altiva
Na vida lhe é inútil qualquer tentativa.

A moda da madame Medonha
É usar véu todo dia,
Sua saia é sem alegria,
Pra que firme qual o chão
Seja a sua melancolia:
Seu design é, portanto, a solidão.
São possíveis apenas más possibilidades,
Vergonhas, frustrações.
Nossas limitações,
Senhoras verdades (péssimas combinações).

A moda do medo da madame Medonha
É tentar ter tudo sem tentar
É sonhar um sol à sombra sem se sacudir
É esperar que a espera espante
A batalha que sempre está por vir.

Rafael Cardoso

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sala de aula

E de novo, este absurdo!
Eu não ia embora disto?
Não ia deixar esse mundo
Insano, essa Pauliceia Desvairada?
Ia. E abriria mão,
Juntamente, de viver.
Viver o que está por vir.
O agora irá embora
(E não sem hora!)
Por isso venho
A esta ágora da loucura
E resisto bravamente
Em partilhar com eles
A minha:
Ruídos sociais da Comunicação Social.

Rafael Cardoso

terça-feira, 1 de maio de 2012

Meu mar

Amo o mar.
O mar que eu amo
É o amor maior do mar meu,
O mar eu no mar.
O mar que é mar,
Não sei amar.
O mar que sei amar
É o do imaginar.
Para amar o mar,
Devo imagimar.

Rafael Cardoso