sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mudança

Quando estamos rancorosos escrevemos sem nem pensar, com a simples vontade de por tudo pra fora e se libertar desse mal que nos enforca e sufoca.
Mas passou, acabou, ja estou tranquila novamente, e com ideias um pouco diferentes.
Pensei em te tirar do meu coração, realmente desejei e determinei.
Voltei atras.
Ainda pelo menos, nao é a hora.
Eu posso estar errada, e nao sei por que te dar outra chance, sei que sao riscos e até bobeiras, mas eu os quero todos.
Mudar sim, mudei novamente, mas estou em constante mudança.
Talvez até pra melhor.
A verdade é que... ainda o quero pra mim.
A diferença? É o modo de trabalhar em cima disso.
Se vai ser melhor, só o tempo dirá.

J.H.C

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tão difícil, tão perfeito!

sabe o que é pior?
você é tudo o que eu sempre quis.
Por que?
Por que você tinha que aparecer?
Seria mais facil
se você fosse apenas
uma ilusão da minha cabeça
mas não,
você é real!
E isso que ferra tudo.
Porque eu quero você
comigo
há todo instante,
mas é claro
que tudo tem que ser dificultoso.

Por que?
Por que você tinha que ser
tão perfeito?
Por que?
Por que você tinha que ser tão tentador?
Por que?

O pior é que
você é tudo o que eu sempre quis
e isso ferra tudo
porque você não é apenas uma ilusão,
uma vontade,
um conto de fadas
não,
você é real!
E isso ferra tudo!

Por que?
Porque
você é real
e é tudo o que eu sempre quis

Por que tinha que ser
tudo tão dificultoso?
Não podia ser apenas uma ilusão?
Por que você existe
e é tão perfeito?

Por que?
Por que tinha que ser
exatamente
o que eu sempre quis?
Por que?

Seja meu,
seja meu pela eternidade,
fique comigo,
me faça feliz
por que?
porque você é tudo o que eu sempre quis.

Venha,
cumpra seu trabalho,
seja meu,
porque você é tudo o que eu sempre quis!

J.H.C

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Erro meu

definitivamente eu gosto dessa dor
gosto de sofrer
gosto de me sentir mal
estou ficando maluca
mas parece que é a única forma
que tenho de te ter perto

me sinto depressiva
e não faço nada para mudar
eu até queria mudar

mas eu não me esforço
e acho que isso é prazer
angustiante
em cima da dor
eu sei, é ridículo
e eu ando tão ridícula
se tornou algo absurdo

eu lembro do momento em que te vi
e foi tão mágico
e tão inesperado

e então nos tornamos amigos
grandes amigos,
na minha opinião

e no fim, eu devo ter misturado tudo
o erro é meu
que me deixei levar
por bobagens mentais

me desculpe
o erro foi meu
e eu sei que mereço
essa dor toda irradiando meu corpo

mas eu realmente só queria você
aqui
agora
comigo

por que é tão difícil?
por que você não percebe?
por que simplesmente...

mas a culpa é minha
e eu sinto prazer com essa dor
estou ficando lunática
mas eu realmente gosto
de verdade.

pelo menos sofrendo
eu sei que esse sentimento
é real
não é simplesmente da minha cabeça
eu sei
que você é real
e eu realmente gosto de sofrer.

Por que tem que ser tão difícil?
Por que você não percebe?
E foi tudo tão mágico...

E eu sei que isso aqui é real
e eu realmente gosto de sofrer
a culpa é minha
e eu gosto
de verdade
porque assim você está junto de mim

ninguém me contou
mas foi tão mágico
e eu realmente gosto...

J.H.C

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fracasso

eu acordei e não senti nada
na verdade é como se nada tivesse acontecido.

Me senti até bem, por alguns minutos
senti felicidade novamente nas minhas veias
vida dentro de mim
percorrendo meu corpo.

Não sei como isso aconteceu,
talvez por eu ter ido dormir tão magoada
talvez por estar tão depressiva
meu corpo simplesmente aderiu
aquela droga como algo normal.

Mas ela não durou, como eu esperava
como eu queria e desejava.
E ao pensar em você
por um simples segundo
tudo voltou a se estragar

e eu simplesmente não consigo
me desculpe
me sinto fraca
impotente

estou me sentindo tão envergonhada
me desculpe
eu simplesmente não consigo

por que eu sinto isso?
ninguém me avisou o quanto doía
uma mistura de raiva
com estupidez enciumada

me desculpe, eu estou me sentindo tão envergonhada

e aquele seu sorriso nervoso
me olhando
e me obrigando a fingir
que está tudo bem

quando na verdade não esta
porque eu simplesmente não consigo
me desculpe

me sinto tão envergonhada
e você é tão especial...

ninguém me avisou que doía tanto
e por que dói tanto?
eu acho que estou começando a entender
que tudo isso não passava de um mal entendido

mas dói tanto

e eu simplesmente não consigo controlar

me desculpe, me sinto tão envergonhada

eu só achei que tudo por um momento
poderia voltar a ficar bem
mas eu acho que não tem volta
esse sentimento veio pra ficar
e pra me perturbar
tudo o que estava em paz.

Me desculpe, eu simplesmente não consigo...

J.H.C

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tipos de amor

me contaram que existem três tipos de amor

o sexual
o possessivo
e o próprio.

Bem, eu pensei em fazer uma musica
só não sabia por onde começar
e afinal, baby, eu não sei fazer essas coisas
você sabe o quanto sou ruim com rimas
e o quanto me expressar
passou a ser um fardo preocupante.

Mas eu queria poder montá-la,
de verdade
e poder cantá-la
com sinceridade

Queria poder explicar
que o sexual seria gostoso
excitante,
mas apaixonante

e que o possessivo
era simplesmente porque
eu não consigo mais
viver essa vida sem você

e o próprio
já tinha ido embora ha muito tempo
porque por você
não existem limites

eu sei que isso é errado, baby
e eu sei que você não concorda
mas eu realmente queria poder...

e queria mostrar todo esse amor
que ando carregando no peito
e me deixando sufocada

mas eu não consigo,
e eu sei que isso é errado, baby
eu sei que você não concorda,
mas eu realmente queria poder...

eu dou o meu melhor, mas as vezes
simplesmente não parece ser suficiente
e as vezes
simplesmente parece
não valer a pena

mas eu realmente me esforço
e eu sei que isso é errado, baby
e eu sei que você não concorda
mas eu realmente queria poder...

mostrar todo esse amor,
e fazê-lo feliz
sorrir de verdade
e olhar nos seus olhos
e ver sinceridade

mas eu simplesmente não consigo
e eu sei que isso é errado, baby
e eu sei que você não concorda,
mas eu realmente queria poder...

talvez eu não consiga montar uma musica
talvez isso não tenha rima
e nem sentido

mas eu realmente queria poder...
mostrar todo esse amor!

J.H.C

domingo, 22 de janeiro de 2012

Confusão

Ando me sentindo tão triste.
E a vontade de te ter ao meu lado só aumenta.
Mas eu simplesmente não tenho coragem,
De te pedir pra ficar.
Meu ciúmes cresce a cada momento,
Está se tornando uma possessão.
Eu não consigo controlar, me desculpe.

Eu nunca senti isso,
Não sei explicar porque,
Nem como mudar.

Eu não consigo,
não quero que acabe,
mesmo sendo angustiante,
é tão bom pensar em você,
pensar nas possibilidades...

Por favor, não me deixe.

Me sinto fraca me rebaixando,
me sinto humilhada,
me sinto triste e depressiva.
Mas é que as coisas não tem mais sentido sem você.

Por que isso está acontecendo?
Quando começou?
Como me deixei levar?

Sabe, sempre tive um controle muito grande,
quase sobrenatural,
sobre a minha vida.
Mas com você
parece que eu o perco por total.
Não sei o que estou sentindo, sério.

SÉRIO!!!

Nunca senti isso, essa dor no peito,
Essa vontade de te agarrar o tempo todo.
Por que essas coisas estão acontecendo?
Eu simplesmente não entendo.

Eu nunca senti isso,
você pode me explicar do que se trata?
e por que dói tanto?

O que é isso?
É tudo tão novo,
e tão profundamente confuso.
Eu quero morrer,
não
eu quero te matar!
não...
...
eu quero você comigo,
mas ao mesmo tempo eu não quero.
O que é isso?
O que está acontecendo?

Por que me sinto feliz
e logo em seguida
me sinto triste?

Por que essas coisas acontecem?
O que é isso?
Você pode me explicar?
Eu realmente não sei o que está acontecendo.
Sério!

J.H.C

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dor

Me deixei enganar mais uma vez, e parece que a gente nunca aprende, sempre quebrando a cabeça de novo e de novo.
Por que a gente se deixa iludir com o que sabe que é absurdo?
Temos consciência e mesmo assim gostamos de nos machucar, é como um masoquismo.
Dor prazerosa que me atinge o coração.
Eu sei, sei que não é certo ficar me machucando com essas agulhas na pele, mas eu simplesmente não consigo parar
Elas me perfuram e fazem com que meu sangue escorra aos seus pés, e eu simplesmente não consigo parar.
É como uma droga viciante, que você não tem controle, e quando ela se acaba, você simplesmente implora por mais.
Nos seus olhos eu me perdi, vi alegria, me surpreendi e achei que poderia ser diferente.
Por que deixar me iludir novamente?
Por que permitir esse sofrimento? Seria tão mais fácil apenas ignorar.
Mas eu simplesmente não consigo.
As agulhas perfuram meu coração e eu vejo o sangue escorrendo aos seus pés, e simplesmente não consigo parar.
A dor chega a ser pateticamente prazerosa, a esperança me impede de virar as costas e abandonar tudo.
Então por que você simplesmente não some?
Por que fica me torturando?
E eu simplesmente não consigo parar...
Quero você o mais longe possível, mas minhas mãos te agarram e não te deixam partir.
É uma loucura interna e sem explicação.
Então por que não podemos apenas recomeçar e fingir que nada nunca ocorreu?
Por que não podemos tentar novamente?
Por que não nos damos essa chance?
E meu sangue escorre aos seus pés e eu não faço nada.
Porque pra mim não há nada para ser feito, você roubou o meu mais precioso tesouro, pisou em cima e estourou toda a ilusão.
E eu sinto prazer com essa dor, porque ela é tudo o que me resta de você.
Eu simplesmente não posso deixar você se afastar, eu simplesmente não consigo deixar...
E as agulhas me perfuram e me machucam, e eu só consigo pensar em você.
Naqueles olhos eu vi esperança, eu vi felicidade, eu vi alegria.
Momentos únicos que não voltarão jamais.
Então por que você simplesmente não pode ir embora?
Eu não consigo me afastar de você.
E as agulhas deixam cicatrizes.
Então por que você simplesmente não vai...?

J.H.C

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Frustração

Era uma noite fria de inverno, o vento soprava forte do lado de fora da grande mansão, os galhos secos e quebradiços das arvores chacoalhavam fortemente e arranhavam as janelas, criando uma sensação aterrorizante.
Ele estava dentro da biblioteca imensa, repleta de prateleiras e livros gigantes empoeirados pelo tempo, a lareira estava acessa, crepitava o fogo que se queimava rapidamente.
As velas acesas davam um ar sombrio e aterrorizante, a sombra gigante dele andando de um lado para o outro, só ouvia-se os passos dele em cima do chão de madeira e o grande relógio cuco contando os segundos.
Tic tac, tic tac.
Ele estava ficando nervoso, a mão foi para dentro do bolso da calça, pegando o relógio de bolso e checando o horário, voltou a guardá-lo e olhou para o grande cuco para ver se não tinha nada de errado.
Tic tac, tic tac.
Aquilo estava estressando-o, ela já deveria ter chego ha mais de meia hora, mas ele não poderia perder a paciência, ela teria que se explicar, já passava da meia noite.
Tic tac, tic tac.
Ele ouviu cavalos ao longe vindos as pressas acompanhados de uma charrete, finalmente ela chegara, ele sentiu uma calmaria incondicional dentro de si. De repente tudo se silenciou, um vento forte invadiu a janela adentrando a biblioteca quando ele abriu a mesma para ver o que estava acontecendo do lado de fora. Não conseguiu ver nada, estava muito escuro lá fora e a neblina não ajudava muito.
Ouviu alguém batendo na porta da frente, devia ter esquecido de deixá-la aberta. Foi às pressas, passou a mão em uma lamparina para ajudar-lhe no caminho, ela ia ter que se explicar direitinho.
Já estava com a bronca na ponta da língua, quando ao abrir a porta não teve se quer tempo de falar qualquer coisa.
Viu um vulto e tudo se escureceu repentinamente. Uma gargalhada monstruosa adentrava os ouvidos dele e então sentiu seu corpo cair.
Fosse o que fosse, com certeza não era humano.
Sentiu uma dor inflamando na região do estomago e ao colocar a mão sentiu algo molhado e quente, estava sangrando.
-AAAAHHHH!!!!
Algo agarrou seu braço e estava lhe arrancando fora, puxando com uma força sobrenatural.
Não conseguia ver nada, estava tudo escuro demais, a lamparina tinha caído no chão e estava queimando a cortina da janela, colocando fogo na casa.
-POR FAVOR, PARE!!!
Ele só ouvia risadas monstruosas por todos os lados, estavam lhe comendo vivo, sentia corpos em cima de si, lhe puxando os membros por todos os lados.
Não tinha mais forças para berrar ou para pedir socorro.
Sentia um calor imenso irradiando o corpo, estava pegando fogo junto da casa, viu-se livre do que quer que fosse que estava lhe comendo, tentou se arrastar para fora, sentia dores irradiando por seu corpo todo.
Os olhos forçando uma visão, pouca que fosse.
E então viu a luz, lá estava ela, bela como sempre, com seus lindos cabelos dourados esvoaçando e seu sorriso de menina inocente com olhos juvenis.
Nada importava com ela na sua presença, os lábios automaticamente se abriram felizes e então a pancada foi certeira no meio da cabeça, fazendo-o cair no chão, mas os olhos se mantinham fixos nela e então ele viu o horror.
Em questão de segundos seu rosto se transfigurou em um monstro horrível, de dentes pontudos e gigantes, sua pele rósea estava verde e repleta de buracos, os olhos negros e obscuros.
Ele arregalou os olhos, não acreditava no que via, e então ela saltou em sua direção, lhe arrancou o coração com as mãos e com sua enorme boca escancarada o engoliu grotescamente.
Ele viu tudo como em um flash rápido e sem grandes detalhes, sentiu a respiração dela próxima ao seu rosto, dava para sentir o hálito de menta que tinha a boca dela, ergueu um pouco as costas do chão para se aproximar ainda mais dela, e então viu-a fazer, engolir em uma só bocada seu coração, estraçalhando-o por completo, sem lhe dar a chance de tentar se salvar.
Seu corpo perdeu as forças e ele caiu, lenta e vagarosamente, todo o resto de energia que lhe sobrara ate aquele instante, acabara de acabar, e tudo escureceu, uma noite sem estrelas, nuvens ou lua. Uma noite triste e inevitável.
Tudo simplesmente se apagou, como se nunca tivesse ocorrido, ele nada mais sentia, nada mais via ou ouvia, tudo passara a ser sem graça, e então ele percebeu a importância que ela tinha na vida dele, que sem ela ele era isso, ninguém no meio do nada.
E nada mais importava, tudo passou a ser irrelevante.
E pensando nos olhos brilhosos e encantadores que ela possuía ele apagou, agora, para todo o sempre.

FIM

J.H.C

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que é o amor?

Ah o amor... o que é o amor se não um grande desafio que todos os homens tentam combater??

J.H.C

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Professor

Eu acho que todo professor não é só aquela pessoa que tem prazer em ensinar e dispersar conhecimento, mas é aquele que não quer largar a vida de escola, que todos que já saíram sabem o quanto é boa comparada à vida lá fora.

J.H.C

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A RAZÃO

A festa está cancelada

Enquanto não se restituir

A ordem no meu coração

É a ordem pré-determinada

Enquanto houver de persistir

A famigerada razão.

Ela me diz que há algo errado

Enquanto eu rodo sem parar

Quis que estivesse eu sossegado

E não aqui dentro do mar.

Se eu não estiver enganado,

Ela já tentou me ajudar

E ensinou-me a nado

Se eu podia remar.

Posso em ti confiar?

Ela mesmo me diz

Que pra eu ser feliz

Dela devo desconfiar.

Rafael Cardoso


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A DANÇA DA VIDA

Na roda da vida

Giro sem parar

De tanto pensar

Na dor, na ferida

De inda estar perdido

Todo dia lido

Com o meu pesar.

Mas se eu me entregar,

Deixando ao sabor

Do tempo a mudança,

Onde vou parar?

Se num corredor

(Dança, vida, dança)

Lançar eu a sorte

Qual porta abrirá,

Da vida ou da morte?

O destino trança,

Se bem entender

Uma nova esperança

Dentro do meu ser

Ou, inda, balança

De novo o viver.

Mas com tanta porta,

Em qual devo entrar?

Tivesse eu uma horta,

Qual planta regar?

Devo estar atento

Ao sabor do vento

Quando ele passar,

Pois a vida é fuga

De qualquer lugar

Sair, na madruga

E mudar o estar

É a eterna permuta

Entre ver e olhar.

Dança, vida, dança

Que nessa andança

Eu vivo a sonhar.

Dança, vida, dança

Enquanto não cansa

Eu busco te achar.

Busco o teu sentido,

(E já o tinha tido)

Mas ando perdido

Buscando ferido

No tempo já ido

O que foi vivido:

- O sentido ido,

Ido, ido, ido...

Dança, vida, dança

Tenho a esperança

De olhar teu olhar

E ouvir a voz mansa

Que vai me ensinar

A sonhar, a ser

A estar, a cantar

A amar e viver.

Rafael Cardoso

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SOCRÁTICO

O que eu acho? Eu não acho nada.

É triste não ter opinião, não?

Mas se eu disser que tenho, é mentira.

Foram-se embora todas as certezas.

Se me perguntas: “E aí?”, digo “sei lá”.

Pobre Sócrates. Como eu, sua única certeza

Era não ter nenhuma outra.

Sócrates foi grande. E eu? O que acho de mim?

Eu não acho nada.

Rafael Cardoso

domingo, 1 de janeiro de 2012

Para Vinícius Gageiro Marques

Recebi uma notícia, um menino de 16 anos morreu no dia 26 de julho de 2006

Li aquilo completamente em choque, me perguntando o que levava uma pessoa a querer tirar a própria vida, um bem tão precioso e único, e por mais que venha repleto de problemas e dores, deve ser enfrentado com garra e honra, afinal, viver é lutar.

A notícia dizia que o menino planejava sua morte e que ''amigos'' virtuais o auxiliavam e o estimulavam com seu suicídio.

Fiquei ainda mais em choque, me senti completamente fraca e impotente, queria ter conhecido esse rapaz, queria poder ter lhe dito o quanto ele era importante para as pessoas que estavam ao seu redor, o quanto elas o amavam.

Queria poder ter ajudado com meus bobos conselhos, pode ser que não desse em nada, mas queria ter podido tentar.

Não o conhecia e fiquei triste, como se algo dentro de mim despedaçasse e se putrefaze, vidas tão perfeitas e magníficas sendo jogadas fora.

Dor... Minha dor, não a dele, que o levou ao que fez.

Dor por pensar no quão aqueles que o amavam devem ter sentido dor.

Uma tristeza repentina tomando todo o meu ser.

E então me passou pela cabeça o quanto o mundo está em caos, o quanto as pessoas são cruéis e não se preocupam umas com as outras, não as auxiliam quando mais necessitam.

Pensar que pessoas deveriam passar em minha vida e talvez nunca o façam, talvez por culpa dos outros, talvez por erros mundanos.

Minha inconformidade será eterna.

Estou ouvindo a voz dele pela milésima vez, a mesma música, o mesmo tom... Eternizado em um momento único que se esvai.

Se foi para nunca mais voltar... Queria poder ter feito tanta coisa...

Acabou... E então nos damos conta do quão passa rápido.

Nunca acabou, nunca irá acabar, essa dor que aqui sinto fincou em meu espírito, vou levar para todo o sempre...

Dor.

Por quê?

J.H.C

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508,00.html