quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viver e amar

-Nossa, uma coisa em meu coração, um aperto, uma vontade de lhe dizer o quanto te amo, o quanto você é especial para mim.

Os olhos verdes e brilhosos dela lacrimejavam enquanto ela, com aquelas doces e puras palavras se engasgava com o simples pensamento de perdê-lo.

-E você me parecia o mais bonito naquela festa, com aquele seu sorriso carismático e sincero, que eu sabia, tinha a plena certeza, que não encontraria mais ninguém no mundo com o seu poder... O poder de me transformar na mulher mais feliz do universo... O poder de me fazer sentir... Completa!

Ele, olhando para a moça a sua frente que já não conseguia segurar suas emoções diante de si, teve ali a certeza de que tinha encontrado não só a sua cara metade, mas a pessoa que poderia contar seus segredos mais íntimos sem ser subjugado, ele sabia que aquela mulher de olhos magnetizastes era perfeita em sua imperfeição, porque na vida, temos oportunidades brilhantes que nos são expostas, e se desejarmos do fundo do coração, elas se tornam reais, basta capturarmo-as com toda a força de vontade e vivermos intensamente.
Assim, ele a agarrou e lhe beijou seus doces e rubros lábios com fervor, num ato de amor e carinho extremo.
Ela por si retribuiu como se o mundo não existisse.
Dizer que viveram felizes para sempre seria hipocrisia do leitor e muito mais do contador da história, a realidade é que como todo casal que se ama, brigaram várias vezes e pensaram em se largar muitas mais mas nunca o fizeram, porque no fundo, sabemos que a vida é feita de altos e baixos, e que não teria a mínima graça sem essas grandes aventuras, o bom da vida é aproveitar cada instante...
Sem pensar no seguinte, apenas viver.
E eles viveram.

J.H.C

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paixão mortal

Um sábado de tarde, sem nada pra fazer, então você abre sua internet e percebe que a sua oportunidade estava bem na sua frente o tempo todo, festa do Raul as oito da noite.
Fechou, iria cair na dança e se divertir...
Pensando nisso ela foi se arrumar, iria se preparar para que a noite fosse memorável. Mal sabia ela que aquela seria a sua última.

Anastor estava bêbado, a paixão o deixara assim e a rejeição que tomara de Isabel na tarde do dia anterior o deixara completamente desesperado.
O carro estava no meio da rua, algumas casas antes da dela, iria até ela e demonstraria o quanto a amava, o quanto ela era especial e que mais ninguém poderia fazê-la feliz além dele.
Triste fim buscada através de uma mente insana e embebedada de paixão, dor e solidão.
Naquela tarde de sábado, Isabel saindo de casa para ir para a grande noitada que Raul planejara, não percebeu na sua empolgação, o veiculo daquele que tanto dizia amá-la, se aproximar descontroladamente e prensá-la entre a parede. Anastor não percebera, mas tinha acelerado quando era para dar ré, e no sufoco da paixão, acabou matando aquela que era a sua razão.

J.H.C