segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ficção romântica

(...)

Lembro dos nossos encontros escondidos, das nossas conversas, nossas ligações, nossas confidências... Lembro até das nossas brigas - brigas estas que eu era orgulhoso demais para admitir quando estava errado, e você também tinha sua parte de orgulho, então ficávamos por horas, dias, até meses sem conversar, mas acabávamos comentando um assunto ou outro, muitas vezes sem querer, e tudo era esquecido, porque o que a gente sentia atropelava qualquer briga, qualquer desentendimento, qualquer pedacinho de confusão que um dia pudesse permanecer entre a gente.
Mas o Amor também é afetado pela distância. Quando eu não sabia onde você estava, me perguntava: "Para onde você está indo? Me leva com você?", mas você estava longe demais para me ouvir, nem mesmo sussurros seriam ouvidos àquela distância. Eu me trancava no quarto e tentava te ver sem ninguém... Ou melhor, sem ninguém que pudesse oferecer perigo a mim, ninguém que te roubasse de mim. Eu sou ciumento. Sim, eu sei que sou. Até demais, às vezes. Mas eu sempre tentei (e tento) me controlar, espero que você saiba disso. Acho que você sabe disso.
Você é a inspiração dos meus dias, o nascer do meu sol, o deslizar dos meus ventos. Meu profundo orgulho por te ter, meu sorriso dos dias mais intempestivos, minha auto-estima de um dia sem futuro... Minha paz, quero estar contigo sempre, sempre! Espero um dia te abraçar, te olhar no fundo dos seus olhos e dizer que a pessoa certa é você.

Pietro T.

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