terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reflexão natalina: A vida passa. Então devemos correr?

Véspera de Natal. As ruas imundas e pichadas brilham, não só através dos pisca-piscas das casas como também com os faróis dos carros. Nosso homem está na Marginal Tietê, não é preciso maiores comentários.
Chega em casa e encontra sua mulher preparando a ceia às pressas, fez quase tudo sozinha. Seus dois filhos correm ao seu encontro, ele os abraça e vai correndo tomar banho. Ou melhor, ia. Seu relógio mostra que são dez horas e as crianças têm fome de presentes.
De modo que camisa social para o homem é roupa para toda ocasião. Além disso, o dia foi cheio, o mês mais ainda e até meia-noite ele quer dormir se os fogos deixarem.
Ceia devorada e os sinos prestes a serem tocados. Hora dos embrulhos. O menino sorri diferente. Não é todo dia que vê o pai, “este dia deve ser realmente especial”, pensa ele com apenas 6 anos. Ele ganha um autorama bem veloz. Sua irmã mais velha, aos 11, recebe o mais recente aparelho eletrônico lançado, nem sei dizer o nome: tem de tudo, talvez até canivete suíço, se me permite a piada sem graça, caro leitor.
Passado o momento, que fazer? O que se faz depois que os presentes já não são surpresa? Bom, nosso casal acredita que dormir é a melhor resposta.
É o que pretendem fazer, quando a garota, de repente, tenta se justificar. Pai, dessa vez eu queria te dar alguma coisa diferente. Não precisa, querida... Como eu não tinha dinheiro, pedi pra Deus te dar um pouquinho mais de tempo pra ficar com a gente, você mesmo falou que queria fazer isso de vez em quando. O senhor tem umas “olheira” feia, eu tô preocupada. Acho que não vai dar certo, porque “tempo é dinheiro” (é assim que se fala, né?) e dinheiro eu ainda não tenho, mas um dia vou trabalhar que nem o senhor pra poder te ajudar.
A consternação foi grande. Ele e sua mulher jamais permitiriam que, como eles, ela não tivesse tempo para a própria família. Todos abraçaram-se longamente (o garoto sem entender lhufas, apenas concluindo que “aquele dia era mesmo especial”).
De fato, sim. Ali ficou a compreensão de que não se pode, com luzinhas de Natal, ofuscar meses e meses de intensa correria repletos de nervosismo. O Natal deve ser tão somente a cereja no bolo de um calendário com grandes realizações do ano inteiro.
É isso que eu desejo a você: um ano novo tão próspero que o próximo Natal seja apenas mais um belo dia para estar com os amigos, com quem se ama. Esse é, sem dúvida, o melhor presente que todos, sejam jovens, adultos, ou idosos, podem receber. Porque não só o Natal, mas a vida se faz e se vive com pessoas.

Rafael Cardoso

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

25/12/2010

Retrospectiva 2010
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Este vídeo é uma junção de todas as coisas que surgiram neste ano de 2010 em relação a internet.

Quatro dias pro Natal hein pessoal.

Passou voando, por incrível que pareça, pelo menos para mim.

Não tem muito o que dizer, apenas agradecer a companhia dos meus leitores neste ano tão bom.

Um ano de batalhas, mas também de vitórias. E a luta continua, vamos em frente, por mais aventuras!!

Desejo a todos um Feliz Natal e que 2011 venha arrebentando de contentamento, realizações e felicidades.

Um beijo daquela que adora escrever para os meus fofos leitores

J.H.C


domingo, 19 de dezembro de 2010

Nada Pra Fazer

Nada pra fazer
Com fome sem poder comer.

Nada pra fazer
Tédio mancomunado
Estraçalhado
Acabado.

Nada pra fazer
Pessoas sem sentido
Vida indestrutível
Olhos de ressaca.

Nada pra fazer
O tempo vai correr
E eu vou ficar mais uma vez
Com minha fome a me corroer.

Nada pra fazer
Linguiça frita
Salada mista
Ovo e espaguete.
Ronca, ronca
Fome, fome.

Nada pra fazer
O que fazer?
Nada pra fazer.

A fome corroe
Machuca
Irrita.

Nada pra fazer.

J.H.C


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Versos finais

Luz da minha estrada
No sonho a perdiz
Sem você sou nada
Faça-me feliz:

Volte pra me ver
Me conte uma história
Não quero esquecer
Lembranças, memórias

Paixão mais amada
Bem sabe florir
Quando me faz rir
Sem pensar em nada

Se me dizes: “oi”!
Sim, te desconheço!
Perguntas: que foi?
Tenho tanto apreço

Por ti, e só isso?
Berra que me adora
Aqui, lá – agora
Sim ao compromisso!

Pensei em você,
Chorei – não te via!
Em meus olhos lê
Perdão, não devia.

Quero ouvir teu canto
Mais que o mundo inteiro
Pois te quero tanto
Lá no meu chuveiro!

Se assim queres tu
(Viver me enrolando)
Espero no azul
De quem vai sonhando:
O Sol chega ao sul
E estarás me amando!

Rafael Cardoso


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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Choque de civilizações dentro e fora dos países

Para muitos, lidar com as diferenças ainda é tabu. Suprimi-las é o ideal?

A prática denominada bullying existe há muito tempo, mas só agora recebe nome. Nas escolas, alunos ofendem colegas que, na visão deles, possuem “defeitos” físicos e/ou mentais, podendo causar graves problemas emocionais. Na internet, o cyber-bullying: grupos e pessoas fazem comunidades criticando seus inimigos. Através dos sites de relacionamento, até marcam encontros para um combate corpo a corpo. Recentemente, um cruzeirense foi morto por torcedores do Atlético Mineiro, o time rival. Evidencia-se um aumento da intolerância às diferenças do próximo em diversos seguimentos da comuni-cação social.
É interessante. Na atual sociedade – globalizada, informatizada e dinâmica – temos cada vez mais acesso a informações do mundo inteiro, distâncias se encurtam. As pessoas deveriam estranhar culturas distintas? Está mais difícil viver isolado socialmente nos grandes centros urbanos. Podemos ainda, porém, nos tornarmos uma “ilha”?
Sim, mas agora nós chamamos amigos para ela, nosso mundo particu-lar, e ficamos alheios a todo o resto. A variedade de opções culturais não tem sido acompanhada de uma eventual tolerância das nações àquilo que é novidade. O que dizer, por exemplo, do fundamentalismo islâmico, machista e retrógado?
As etnias não deram as mãos, têm medo de perderem sua identidade. Até dentro de um país as disparidades podem ser gritantes entre a população: língua, tradições, forma de pensar, tudo varia conforme a região. A falta de respeito a essa diversidade é o problema principal. Vivemos um choque de civilizações.
A ONU, as ONGs e diversas constituições democráticas pregam a igualdade de direitos entre as pessoas. Não é novidade que a prática não segue a teoria. Assim, milhões de homens e mulheres vivem à margem da sociedade devido a disparidades econômicas, sendo discriminados dentro de sua própria pátria.
Então o ideal seria moldar as culturas, pensam dezenas de corporações espa-lhadas pelo globo. Desse modo, as exigências do mercado seriam ditadas por elas: menos específicas e, portanto, menores. Os consumidores tão somente seguiriam o restante da massa. Teriam fim os conflitos ideológicos, certo?
A unificação das culturas – o que geralmente significa a supressão de uma por outra – não deve ser motivada. Ela busca apenas incentivar a paranoia do consumismo. No entanto, as corporações que citei descobriram que nenhum ser humano é absolutamente igual aos demais. Mudaram de plano: disponibilizam vários produtos culturais, moldando a sociedade e dividindo-a em “tribos”. A luta entre elas enfraquece o sujeito que não se identifica com nenhuma. Então escolhemos (ou somos influenciados a): ser roqueiro, funkeiro ou pagodeiro, por exemplo. Se roqueiro, metaleiro ou emo? O importante é pertencer a um grupo. Você tem que gostar de música, senão é esquisito.
Quantas são as mulheres que tem tendência a serem magras? Quantos homens podem ser altos e fortes? Quem não consegue atingir o padrão costu-ma se sentir mal. A liberdade individual vem sendo desestimulada pelos meios de comunicação por fatores econômicos. Por isso, a psicologia é a profissão do futuro.
A mídia vende tantas ideias... Poderia ao menos oferecer esta: todos nós somos igualmente diferentes. Por que, na escola, as matérias dividem-se entre humanas e exatas? Porque em português (humanas) duas respostas totalmente diferentes podem estar igualmente corretas! Em humanas, dois e dois nem sempre são 4. Ora, a humanidade é complexa, cheia de particularidades.
Pode ser difícil aceitar o que não conhecemos bem, mas tolerância é fundamental aos povos. Com ela, os estádios de futebol estariam sempre cheios, desfrutando a alegria de um esporte sem violência. DJs e metaleiros poderiam, quem sabe, serem bons amigos. Protestantes e católicos não brigariam até a morte na Irlanda do Norte. Teríamos o mundo imaginado por John Lennon, assassinado há exatos 30 anos, por Martin Luther King e tantas outras pessoas que lutaram e conseguiram: o hoje não é tão ruim como poderia ser.
Não é necessário revoltar-se contra o “sistema”, é só não se tornar refém dele. Que tal pensarmos no futuro? Nada utópico. Apenas pare de se queixar porque seu vizinho usa azul e você, vermelho. O que fará toda a diferença será simplesmente respeitá-la, a própria diferença.

Rafael Cardoso
15 de dezembro de 2010

Promise

E hoje, junto com esse dia
Encerra-se um velho ciclo
Do mesmo jeito do anterior
As folhas secaram
O tempo passou.

Mas no meio deste cenário
Uma mancha aparece
Ela ainda não está seca
Nem após todo esse tempo
O sangue continua a escorrer

A lembrança daqueles dias
Ainda continua viva
Assim como a marca
Que nunca será esquecida
A saudade continua a corroer
A tristeza, também.

E quando mais tarde me encontrar
O sangue ainda escorrerá
Mas o calor dos dias
O calor dos desejos
O calor das vontades
Secará e virará pó
Como as folhas secas do outono

Mas o sangue ainda escorrerá
As lembranças ainda estarão lá
E meu coração, mesmo sangrento,
Será oferecido a ti
Em nome de todas as lembranças
Que o tempo não pôde apagar.

Lucas de Figueiredo


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Let's Go!!

Pessoal, um joguinho para vocês se divertirem um pouco e arejarem a cabeça.

Divirtam-se!!

J.H.C


Uma folha em branco e uma cabeça cheia de ideias

Todos pensam que vida de escritor é fácil, pega-se papel e caneta e coloca-se tudo para fora, pronto, trabalho cumprido.

Grande engano dos que pensam assim, é muito mais profundo e metódico do que isto.

Ter de pesquisar os assuntos interessantes, saber escrever chamativamente, fazendo com que o leitor não se sinta cansado ou entediado, pensar em uma história com começo, meio e fim, colocar lógica nas coisas, escrever...

O ato de escrever é muito mais complexo do que aparenta, muitas vezes queremos dizer coisas que simplesmente são extremamente complicadas de serem ditas com palavras.

Mas não deixemos de lado a diversão.

Escrever é a melhor coisa que pode ocorrer há alguém que quer ser mil coisas de uma única vez. Para pessoas que desejam ser médicos, advogados, atores, pessoas comuns e pessoas complexas e não sabem como fazê-lo, é muito simples, vire escritor. Isso mesmo, em um livro você poderá ser tudo o que desejar, basta querer.

Escrever é o ato mais complexo e mais gratificante que pode existir, pois no final você está juntando a sabedoria com a diversão, e não há nada melhor no mundo que juntar as obrigações com o prazer.

Escrever nos exalta em um nível inalcançável, e só quem o fez com profundo amor, carinho e dedicação irá entender um dia.

É como ir à Lua sem sair da Terra.

Prazer maior que este, só dois deste.

J.H.C


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Menina dos Olhos

Era segunda feira, não estava a fim de estudar aquela aula chata de proporções. Estava distraído com meus pensamentos até que ela adentrou a sala.
Linda, esplêndida, um corpo escultural, grandes seios apetitosos, um bumbum arrebitado e coxas de arrepiar.
Inconscientemente estava lambendo os lábios, olhando-a de cima a baixo descaradamente.
Cabelos ruivos e lisos indo até o meio das costas, lábios rosados e carnudos e olhos... Que olhos!!!
De um verde brilhoso parecendo duas pedras de esmeralda.
Ela sorria para mim, um sorriso convidativo que me fez erguer uma sobrancelha e de um modo estranho, surgir um sorriso abobalhado nos lábios.
Ela veio em minha direção, seu corpo rebolando e me provocando por completo. Sentou-se na minha frente, jogando os cabelos para trás me deixando o rastro de seu aroma maravilhoso.
Respirei mais fundo, como se não quisesse deixar escapar aquele ar nunca mais.
Ela se virou me olhando fundo nos olhos, meus normais e sem graças olhos castanhos brilharam com a conexão dos dela, verdes tão vivos e esplendorosos.
Não me lembro se disse algo, se ela disse algo, como aquilo acabou acontecendo, só sei que no instante seguinte a estava beijando avidamente, suas mãos acariciavam minha nuca, me arrepiando do pé a cabeça, e naquele exato instante eu sabia que ela era a Minha menina, a Minha menina dos Olhos, dos Meus olhos!

J.H.C

Pegar no Sono

Minha mãe me manda pegar no Sono, mas não é uma tarefa muito fácil.
23h00min P.M. Estou deitada na cama, esperando o Sono chegar. Ele se aproxima, estatura média, nem gordo nem magro, proporcional, de cabelos extremamente castanhos, olhos de um azul profundo, pele alva, com um sorriso extremamente cativante nos lábios. Me mantenho em silêncio, os olhos semicerrados na expectativa.
Ele está próximo, já consigo sentir sua respiração perto do meu rosto, me observando atentamente.
Sem pensar, minhas mãos ágeis o prendem pelas costas e o puxam para cima de mim, beijando seus lábios avidamente, ele, pego de surpresa fica meio atordoado, mas rapidamente suas mãos estão descobrindo meu corpo, sua língua enrolada na minha, sua pele roçando em mim, as respirações mútuas, um único corpo.
Uma noite maravilhosa.
06h00min A.M. o rádio relógio toca, me despertando. A mão acostumada da um peteleco nele, o fazendo ficar silencioso.
Abro os olhos de areia, meio sonolenta ainda, vejo-o sair do quarto de fininho. Me irrito, por que tinha de acordar justamente agora? Estava tão bom...
Bufo inconformada.
Ele se foi, e mal posso esperar para que a noite venha novamente, me trazendo junto do luar um presente magnífico, meu Sono maravilhoso, com seus sonhos delirantes.

J.H.C

Contas!!!

Acorda, levanta, tome café!
Se arrume logo,
Não se atrase!
O relógio é seu maior inimigo.

O sono pesa,
O bolso, também
Você não pode fazer nada
Trabalhe, se vire
Pague as contas!

O mês chega ao fim
Suas energias também
Mas um novo mês começa
E sua energia?
Durma duas horas.
E pague as contas!

Tijolo após tijolo
Novas casas são construídas
Suas mãos estão calejadas
Sua mente e sua barriga, vazias
Você quer voltar para casa
Mas a chuva não deixa
Você quer voltar para casa
Mas seu chefe não deixa

Suas duas horas acabaram
Acorda, levanta, tome café!
Se arrume logo,
Não vá se atrasar!
E pague as contas!

Lucas de Figueiredo


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sábado, 11 de dezembro de 2010

Nossos nós

Existe um mundo a ser descoberto
Existe um tolo - pensa parado
Existe um rapaz de peito aberto
Existe alguém que o deixa amarrado

Quem é doce deve ser amargo
Quem vê flor desconhece a raiz
Quem vê o estreito ignora o largo
Mas quem te impede de ser feliz?

Você mesmo ou o que pensas que é?
És assustadora incoerência
Mistura incompleta, adolescência
Quando adulto perderás a fé

Em nós mesmos, ou o que pensamos ser
Nesta luta, mar de esmos que é viver.

Rafael Cardoso

A Recíproca

É tão bom o amor recíproco,
A valsa começa, os casais desfilam
E no meio do salão, você e ele dançam
Vocês não percebem, mas nada mais importa

E a valsa continua
Mãos entrelaçadas,
Quadris alinhados
Vocês não percebem, mas nada mais importa

E assim vocês vivem,
Dançando na mais bela sinfonia,
Mas, assim como as outras, esta também se esvai

A dama de preto surge
Ou o interesse muda
O tempo passa, e vocês também não o percebem.

Lucas de Figueiredo

Muito lindo, e muito triste.

J.H.C


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Parabéns vovó!!

04/12/2010 - 89 anos.

Vovó, minha querida vovó,

sei que este recado está atrasado, mas tinha que estar perfeito para a senhora.

E mesmo assim, talvez eu não consiga tal façanha. Me perdoe, mas chegar ao seu nível é coisa do outro mundo, rsrsrs.

Vovó, a senhora foi mais do que especial para mim, foi um exemplo de vida e de sabedoria e dedicação.

Você foi a avó que todos gostariam de ter e que é minha.

Você sempre estará no meu coração.

Não a conheci, é bem verdade, e uma grande pena, mas eu sei que no fundo não foi necessário. Tudo o que precisava saber você, de um modo ou de outro deixou subentendido para mim.

Obrigada vovó, por ser tão maravilhosa.

Obrigada vovó, por ter sido quem foi.

Esteja onde estiver, sei que verá meu recado.

Uma mulher batalhadora, fique em paz.

Eu te amo demais!

Mamãe sente falta da senhora, mas temos consciência do quanto à senhora está cuidando e olhando por nós.

Um imenso beijo do fundo do meu coração,

com imenso amor e carinho, da sua neta

Jéssica Helena


Sie!

Naquele mar azul eu encontrei a paz.
A coisa mais bela que já vi,
O sorriso mais encantador,
Os lábios mais doces,
A face mais angelical.

Por que tinha que estar tão longe?
Aprovações do amor?

Pois amo, amo sim, e farei de tudo para ficar ao seu lado.
Dois velinhos andando pelas ruas de Londres.

Você me traz paz e felicidade.

Os deuses me torturaram,
Mas os céus me trouxeram um presente,
Tão maravilhoso como você é,
Que toda tortura do mundo vale a pena.

Que sorriso incrível o seu.
Puro e sincero.

Quem diria, hein?
Eu, abobalhada como há muito não ficava.
Você será que também está?

J.H.C


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rabbit

Coelhos, por que coelhos?
Por que? Por que coelhos?

Você, você, você.
Por que você?
Você por que?

O tempo não para,
O tempo é inimigo da sabedoria,
O tempo é inimigo da perfeição.

Tempo tempo tempo.

Você, coelho, por que?
Por que você?
Coelho, coelho, coelho, por que?

O tempo corre ao seu tempo,
O tempo não tem hora para nada,
O tempo é estranho e cruel.

O que me importa
é que sonhei com você.
Mas por que coelhos?
Por que? Você, por que?

Você, você!!

Coelho!!

Dormi, sonhei, vivi.
O tempo me deu coelhos.
Não, o tempo me deu você.
Mas por que?

Coelhos, você e coelhos,
Coelhos e você.

Seus cabelos dourados
Não me enganam jamais.

Coelhos.

Você.

Por que?

J.H.C


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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Anjo

Naqueles olhos azuis eu vi a alegria,
Uma alegria que de início ficou subentendida,
Mas que logo se mostrou bela e constante.

Naqueles cabelos cor de cobre eu vi a perfeição,
Uma perfeição além dos olhos humanos,
Uma perfeição angelical e doce.

Naquele sorriso eu vi sabedoria,
Um sorriso perfeito e gostoso,
Um sorriso bonito e charmoso.

Em você, eu vivi meus melhores momentos,
Momentos estes que estão eternizados e enraizados no meu ser.

Com você eu aprendi o que é ser feliz.

Danke!

J.H.C

A Vida Muda

Me peguei vendo um dos tantos vídeos do Felipe Neto, e me deu vontade de reler alguns posts que fiz no blog há algum tempo atrás.

Meu blog não tem mais de nove meses, e eu já escrevi coisa pra caramba nele!

Ok, venhamos e convenhamos, tive uma boa ajuda.

Mas o fato é, eu realmente escrevi bastante coisa nele, hoje eu acho que são horríveis, mas vi o quanto evoluí.

A vida é uma constante evolução das coisas, ontem eu tinha um pensamento, hoje tenho outro e amanhã terei um novo. As opiniões mudam, os conceitos se diferenciam, e nós, sem notarmos, somos moldados conforme vamos vivendo.

Felipe Neto. Felipe Neto é um cara que só queria expressar as opiniões dele e acabou virando moda na sociedade, mas veja, nem tudo é ruim. O cara não só mudou muitos pensamentos como mostrou que a vida pode sim ser boa, pode sim ser como desejamos, basta lutar!!

E com simples demonstrações, muitas vezes até hilariantes, ele conseguiu fazer com que toda uma geração de pessoas que não tinham mais sentido na vida, começassem a ter voz ativa. Esse tipo de pessoa é que molda a sociedade, são as grandes cabeças. O problema é quando a sociedade se deixa levar pelas cabeças erradas.

A questão é que, às vezes achamos que não somos capazes de alcançarmos nossos sonhos e objetivos, e que vamos ser constantes a vida inteira, e a verdade é que não, não vamos, por mais que queiremos, mas isto não significa que precisa ser ruim, só significa que a vida segue, e que devemos aproveitar cada instante.

Os planos vão mudar, as ideologias vão se diferenciar, as pessoas vão evoluir. É um ciclo constante, basta agora nós criarmos este ciclo conforme desejarmos.

J.H.C


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Brasil, sujeito oculto

Letra e música: Rafael Cardoso

A literatura do sorriso
Enganava o Brasil
Mostrando um paraíso
Que ninguém jamais viu


A gente copiava o estrangeiro:
o alemão, o italiano, o francês.
E o caipira foi esquecido, disse Monteiro
Na obra chamada Urupês


Euclides encontrou em outro país
Uma tristeza muito grande nos corações
De uma gente solitária e infeliz
E assim escreveu os sertões

Cidade,
Sertão,
Lugares opostos
Maldade,
Solidão,
Salgados impostos

No campo ou aqui
Somos sempre o país do futuro
Vítimas de alienação
A literatura que sorri
Possui um lado obscuro
Condenando a modernização.

Caro professor Wagner, é com imenso prazer que lhe concedo tal pedido com a ajuda de nosso querido amigo Rafael.

Um beijo,

J.H.C

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quarto terceiro soneto

E no meio dos poemas, eis o soneto!
Comecemos com o padrão
Par de quartetos e de tercetos aparecerão!
E assim em 14 versos virão.

Logo atrás, mas não menos ousado,
Sonetos Romeu & Julieta chegarão
Três quartetos e um dístico desajeitado
E assim em 14 versos virão.

O monostrófico é unido, parceiro e amigo.
Quartetos e tercetos sumirão
Mas mesmo assim, em 14 versos virão.

E lá ao longe, na densa neblina
Surge um soneto que alucina
Desafia a lógica, desfila.

Eis soneto estrambótico
O terceiro dos terceiros surge
E dos 14 versos, mais três surgirão.

Lucas de Figueiredo


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Everything is perfect now

A noite vem chegando
O vento sopra em meus cabelos
A chuva cai monótona
E minha boca sorri.

Ao norte as águas se agitam
Ao sul montanhas se erguem
Minha pele está fria
Minha cabeça está longe
Meus olhos estão atentos
Minha boca sorri.

Tarde da noite,
A lua brilha no salão
E eu continuo na varanda
Meus olhos brilham
A esperança cola em minha face.

Tudo está perfeito agora
Estou com todos na memória
Tudo está calmo agora
Estou em paz comigo mesmo

Tantas guerras ocorreram
Tantos homens morreram
Tantos sentimentos se foram
Tantos momentos passaram
Tantas lágrimas rolaram

Tudo está perfeito agora
Tenho todos na memória
Tudo está calmo agora
Estou completo.

As águas chegam aos meus pés
O vento bate em minha face
Os perfumes cercam meu nariz
E minha boca sorri.

Tudo está perfeito agora
Permaneço com todos na memória
Tudo está calmo agora
A noite me protege.

E o tempo passa
A vida flui
Os pensamentos mudam
E minha boca sorri.

Lucas de Figueiredo


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O Amante

Já era noite quando tu chegaste
Trazendo contigo a mais bela sinfonia
Meus olhos abriram, cheios de lágrimas
Enquanto a tua voz eu ouvia.

Ela era doce, suave
Tinha o dom de encantar
E nesse encanto
Pus meu sonho a navegar

Juntos fizemos a melhor viagem
A viagem a um mundo encantador
Fomos sentados na carruagem
Trocando juras de amor

E agora estou na cama a tua espera
Esperando a mais bela sinfonia
Tenho certeza que ela virá
E por todos os cantos ecoará,
O mais sonoro sim...

Lucas de Figueiredo


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Sincronia

Noite enluarada
Suas mãos tocam em minha face
Meu sorriso aparece
Meu sentimento se revela
Você pega em minha mão
Sinto seu calor
Sinto seu cheiro
Nossos lábios se tocam

Noite estrelada
Minhas mãos tocam em sua face
Seu sorriso aparece
Seu sentimento se revela
Eu pego em tua mão
Você sente meu calor
Você sente meu cheiro
Nossos lábios se encontram

Na cama, o tempo para
As ações se entrelaçam
Os desejos são mútuos
As vontades são gêmeas

O luar banha meu quarto
A química se manifesta ao acaso
O jogo recomeça

O ar está bom
E nós mergulhamos
Você sente meu cheiro
Eu sinto teu calor
Tudo está certo
Tudo está perfeito
Mas você não está mais aqui.

Você não existe.
Você não é real
Eu acordo e digo
Obrigado.

Lucas de Figueiredo


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Soneto do nunca

Chega desse mundo de dor
vamos ao mundo do amor
Vamos bailar, vamos dançar
Vamos à terra do nunca.

Vamos à diversão
vamos pular, brincar.
fazer a energia se esgotar
Vamos à terra do nunca.

Meu mundo gira
minha mente imagina
Estamos na terra do nunca.

O tempo não existe
minha alma está liberta
Estamos na terra do nunca.

Lucas de Figueiredo


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domingo, 5 de dezembro de 2010

Impossibilidade da permanência

A cegueira noturna é dominante.
Sim, meu peito infla numa intensa dor.
Confuso estou, como manter o amor
Como eternizar este exato instante?

Não tenho medo de não ter ninguém
Mas posso estar completamente só
Estrelas que sonham vão muito além
E fico, viro bloco pedra pó.

Ah, se tudo ficasse como está
Se sessenta sessões se sucedessem
Sem passar, sossegando corações

Traria-os eu depressa para cá
- Mundo meu, evitando que sofressem
As velhas constantes recordações.

Rafael Cardoso


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O capítulo acaba, mas a história está só começando... Uma página se vira para todos nós

Sentirei saudades de todos,
Dos mais chatos até os mais legais.
Sentirei saudades das brigas,
Sentirei saudades das risadas,
Sentirei saudades das pressões
E das liberdades
Sentirei saudades de um passado que não volta mais.
Mas tenho de olhar para o futuro,
Um futuro cheio de esperanças,
Cheio de medos,
Cheio de expectativas.
Agradeço a todos que me ajudaram a caminhar por esta trilha da vida,
Por facilitar a caminhada
E por muitas vezes caminharem junto comigo.
Agradeço a todos que me irritaram,
Me menosprezaram,
Me fizeram crescer.
A vida segue,
Os planos mudam,
Mas o aprendizado fica.
Aqueles que amei muito estarão para sempre comigo,
Afinal, aqueles que realmente amamos sempre nos acompanha, independente dos caminhos.
Uma batalha está por vir, e temos de ganhar essa luta com muita garra e euforia,
Vamos conseguir, sei que vamos.
Agradeço e deixo aqui as minhas eternas saudades.
Obrigada a todos que fizeram parte de uma história muito bem vivida,
Agora seguirei em paz, com a certeza de que cumpri meu papel.
Encaremos o amanhã e deixemos um adeus para o passado, com muito amor e carinho.

J.H.C


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Execução!

Casacos brancos, pessoas brancas
Gritos a todo o momento
Dor.

Não consigo me mexer
Não consigo respirar
Gás.

Preso num pesadelo
Sombras a minha volta
Alucinação.

Num mundo escuro
Nada vem à cabeça
Sofrimento, gritos, dor
E no meio disso surge a risada.

Ela vem estridente, bate nos ouvidos
Já não posso olhar para cima,
Não posso olhar para os lados
Muito menos para baixo
Feche os olhos.

E com isso vem o alívio
A mente resplandece
A alma transcende
E de longe você vê um corpo
Mutilado, machucado, maltratado
Vejo o gás, a camisa de força
Vejo a injeção, vejo os culpados
Vejo tudo, Vejo o buraco.
No meio da testa, no meio das ideias
Tento contestar, refutar,
Mas já passou
Flutuo e me dissipo
Morro.

Lucas de Figueiredo


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Light of the Idea

E no meu quarto,
Em frente à janela
Meu pensamento escorre
Poluindo o papel
E a ideia surge dali
Um pequeno ponto de luz
Iluminando a vida
Escurecendo a dor
O intenso é minha palavra
O ego, meu jogo
E a vida vira uma roleta
Ora sim, ora não
Três letras, duas escolhas
E aqui os caminhos se dividem
Eu me junto em você
E me separo de meu corpo
Eu flutuo, no meio do papel
Um ponto branco, uma ideia
A vida se Ilumina
A dor se escurece
A Intenção se revela
A palavra é dita
A escolha é feita
E eu continuo em frente à janela
E o mundo gira
A vida gira
Meu pensamento escorre...
E o papel vive!

Lucas de Figueiredo

Sua inspiração está sendo maravilhosa!!

J.H.C


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Ignorância

E um idiota passa o tempo
Não tem nada para fazer
Sai correndo
Vai para um mundo onde não há nada
O mundo vazio
O mundo da ignorância

E logo quando ele entra
Ele se prende nas cordas
E elas chicoteiam a alma
Ele sofre, mas é o que lhe resta

Ele não pode fazer nada
É ignorante
Ele não pode fazer nada
Está inoperante

E as cordas chicoteiam
O sangue escorre
E as cordas chicoteiam
Mas a alma não se dissolve

E naquele mundo ele sorri
Nada ele pode fazer
Sofrer já sofre
Por que viver?

Ele não tem escolha
Ele não morre!
E ao som das cordas
O sangue escorre...
O sangue escorre...

O mundo da ignorância machuca e acolhe
O mundo o faz sofrer
Mas ele não liga
Nada tenta fazer

E ao som das cordas
Besteiras são escritas
e ele nada pode fazer
O mundo da ignorância machuca
mas acolhe
E ele não morre
mas o sangue escorre...
o sangue escorre...

Lucas de Figueiredo

O mundo é cheio de loucos, mas dependendo da sua loucura, os resultados podem ser temerosos.


J.H.C




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